Novos investidores do mercado imobiliário estão encontrando em  cidades “alternativas” de Santa Catarina um novo filão. São municípios próximos aos destinos mais disputados da construção civil, que podem até não estar na vitrine – mas surfam nos ínices de valorização das vizinhas famosas.

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O Estado tem quatro cidades entre as 10 mais valorizadas do Brasil no mercado imobiliário, segundo o ranking FipeZap – Balneário Camboriú, Itapema, Florianópolis e Itajaí – que fazem “brilhar os olhos” de investidores que enxergam  rentabilidade em função do potencial do turismo, de desenvolvimento humano das regiões e dos projetos em infraestrutura e equipamentos turísticos em andamento. Porém, com preços nas alturas, a realidade pode ser desafiadora para o pequeno investidor.

É o caso do empresário Reginaldo Boeira, dono de mais de 20 empresas – entre elas, uma das maiores redes de franquias de idiomas do país – que buscou uma estratégia diferente para entrar no mercado imobiliário. A Boeira Contrutora buscou regiões de grande potencial de valorização no entorno de cidades altamente valorizadas. É o caso de  Camboriú, vizinha da irmã famosa “Balneário Camboriú”.

Após entregar seu primeiro empreendimento, o Princess Tower, no final de 2023, no Centro de Camboriú, que já tem 98% das unidades vendidas com valores que partem de R$780 mil, Boeira anunciou o lançamento de um novo residencial, o Maldivas Tower, no bairro São Francisco de Assis. A valorização potencial é em torno de 15% ao ano.

Serão 50 apartamentos no total, com plantas que variam de 44 a 92m², além de área de lazer no rooftop, piscina com vista para Balneário Camboriú e 5 apartamentos diferenciados com terraço. Os valores partem de R$500 mil, com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2027.

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– Apostar em regiões próximas de centros urbanos que possuem alta valorização imobiliária é uma estratégia com visão de futuro, pois com o esgotamento de novos imóveis em Balneário Camboriú e a falta de terrenos para construir, Camboriú traz novas oportunidades para empresas de construção civil e rentabilidade aos compradores, também diante de um cenário favorável com juros mais baixos para financiamento – avalia o empresário.

Curiosamente, a estratégia é a mesma que ele utilizou em sua rede de franquias de idiomas KNN, fundada em 2014 e que hoje já soma mais de 1000 escolas no Brasil (entre abertas e negociadas) – 44% em cidades no interior dos estados.

– Focar em cidades onde as pessoas não veem grandes negócios se desenvolvendo, como é o exemplo das 360 unidades da KNN em cidades pequenas, de até 40 mil habitantes, e também do turismo, a exemplo do nosso rancho, Otto Chalet Boutique, no município de Rancho Queimado (SC), demonstra que existem lugares inexplorados ou pouco explorados, com excelentes oportunidades para se investir – diz.

No mercado imobiliário de SC, não faltam exemplos de como as “estrelas” expandem a tendência de valorização. É o caso, por exemplo, de Porto Belo. A cidade, “colada” em Itapema, foi descoberta pelos investidores e “explodiu”. O município tem hoje uma profusão de lançamentos, que devem dobrar a população de 27 mil habitantes nos próximos cinco anos.

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Outro caso consolidado é o de São José, na Grande Florianópolis. A cidade cresceu na esteira da Capital, e o mercado imobiliário local se tornou um dos mais promissores de Santa Catarina. Apesar de não estar ainda na lista das 10 mais valorizadas do país, a cidade alcançou em 2023 o maior índice de valorização do Brasil: mais de 19%.

Veja o projeto do Maldivas Tower, em Camboriú:

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