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    Construção de navios para a Marinha vai gerar 2 mil empregos em Itajaí

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    28/03/2019 - 19h21 - Atualizada em: 28/03/2019 - 19h47
    Corveta Barroso 1, Marinha do Brasil
    Corveta Barroso 1, Marinha do Brasil

    O consórcio Águas Azuis foi o vencedor da licitação para a construção de quatro corvetas da classe Tamandaré para a Marinha do Brasil. O grupo tem entre as consorciadas a empresa alemã Thyssenkrupp Marine, a Embraer e o Estaleiro Oceana, de Itajaí, onde as embarcações serão construídas. A estimativa é que a empreitada gere dois mil empregos diretos e seis mil indiretos até 2028, quando terminará o contrato.

    O valor final é de US$ 1,6 bilhão, equivalente a R$ 6,4 bilhões, a serem pagos nos próximos anos.

    A concorrência pública levou 15 meses e envolveu a análise de 215 critérios. O embaixador da Alemanha, Georg Witschel, e o cônsul Thomas Schmitt chegaram a visitar o governador Carlos Moisés, em fevereiro, em busca de apoio para a negociação. Eles também estiveram no estaleiro, em Itajaí, onde conheceram a estrutura a ser oferecida pelo consórcio.

    O contrato será assinado até o fim do ano, e o estaleiro terá quatro anos para iniciar as entregas. As corvetas terão 107 metros de comprimento, por 15 metros de boca (largura).

    O diferencial da concorrência é que, pela primeira vez, a Marinha incluiu na licitação a manutenção das embarcações – o que deve manter a movimentação de trabalho e financeira em Itajaí.

    O Estaleiro Oceana foi uma das empresas que se instalaram em Itajaí durante o boom do pré-sal. Especializou-se em embarcações offshore, usadas para transporte de suprimentos e reboque das plataformas de petróleo.

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