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    Coronavírus: SC não tem leitos de UTI suficientes em caso de contaminação em massa; fique em casa

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    Por Dagmara Spautz
    27/03/2020 - 14h05 - Atualizada em: 27/03/2020 - 14h22
    Coronavírus: SC não tem leitos de UTI suficientes em caso de contaminação em massa (foto: Alberto Pizzoli, AFP)
    Coronavírus: SC não tem leitos de UTI suficientes em caso de contaminação em massa (foto: Alberto Pizzoli, AFP)

    Um material de conscientização da prefeitura de Itajaí, sobre a importância do isolamento social, ganhou destaque nacional nesta sexta-feira (27) por comprovar, em números, que a cidade não tem condições de absorver a demanda de pacientes graves que pode vir de uma contaminação em massa por coronavírus.

    Usamos a mesma projeção para calcular o potencial de transmissão do coronavírus em Santa Catarina. Se considerarmos que 10% da população pode ser contaminada, chegamos a um total de 716.478 catarinenses. É como se praticamente toda a população de Florianópolis e São José adoecesse.

    Desse total, a estimativa dos especialistas, considerando os dados mundiais, é que entre 1% e 5% necessitem de cuidados de terapia intensiva nos hospitais. Em números, entre 7 mil e 35 mil moradores de Santa Catarina poderiam precisar de vaga em UTI.

    Fique em casa
    Fique em casa
    (Foto: )

    O governo divulgou que o Estado tem 800 leitos credenciados de UTI, somando as redes pública e privada. Há previsão de abrir mais 700 leitos nos próximos 30 dias, o que somará 1,5 mil leitos. Ainda assim, é menos de um quarto do que pode ser necessário.

    É o que ocorre, hoje, na Itália. Há relatos de médicos e enfermeiros sobre o sofrimento de escolher quem tem mais chances de sobreviver, e negar tratamento aos demais. É o que se chama de colapso no sistema de saúde, um cenário aterrador.

    O problema é que o coronavírus tem transmissão muito rápida. E uma explosão de casos só consegue ser contida com isolamento social. Por isso, não é exagero dizer que, ao ficar em casa, você protege não apenas a si mesmo, mas também aos demais.

    Ainda que você não tenha tendência a desenvolver quadros graves da doença – o que é quase uma incógnita, já que os pesquisadores indicam que há mutações do vírus circulando por aí – ao evitar sair, e proteger-se de ser contaminado, você também evita contaminar outras pessoas que poderiam precisar de tratamento intensivo. Um por todos, e todos por um.

    Mesmo com a flexibilização da quarentena, a partir da próxima semana, respeite as recomendações dos especialistas e o que preconiza a Organização Mundial da Saúde. Fique em casa.

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