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    Inquérito

    Defesa de Hang avalia ir a cortes internacionais contra o Supremo

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    01/06/2020 - 09h45 - Atualizada em: 01/06/2020 - 10h25
    Luciano Hang
    Luciano Hang

    Os advogados de Luciano Hang cogitam a possibilidade de ir a órgãos internacionais de Justiça para denunciar a falta de acesso aos autos do inquérito da fake news. O empresário é um dos alvos da investigação, conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e teve o celular e o computador pessoal apreendidos na semana passada.

    Na sexta-feira (29), a defesa de Hang apresentou um pedido de liminar ao ministro Luiz Fux, presidente interino do STF, pedindo acesso ao inquérito. O advogado Murilo Varasquim, que representa o empresário, disse que a solicitação foi remetida ao ministro Edson Fachin, e ainda não foi respondida.

    Fachin é o relator de um pedido do partido Rede para suspender o inquérito das fake news, que já corria na Suprema Corte antes da operação da semana passada.

    Sem acesso aos autos, a defesa não sabe explicar por que as redes sociais de Luciano Hang não foram bloqueadas – o bloqueio de perfis no Twitter, Instagram e Facebook constava no despacho do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou 29 mandados de busca e apreensão em todo o país.

    Os advogados não sabem se o ministro não chegou a oficiar as empresas que mantêm as redes sociais, ou se acatou um pedido da defesa de Hang, que alegou que ele não é suspeito de disseminar fake news, mas patrociná-las – o que o empresário nega.

    Veja nota oficial da defesa do empresário

    ''Luciano Hang, por seus Advogados da Beno Brandão e Leal & Varasquim Advogados, esclarece que:

    Não realizou nenhuma publicação de Fake News, direta ou indiretamente, tampouco financiou qualquer um dos investigados ou outros meios de Fake News. A acusação é falsa, assim como o suposto impulsionamento de Whatsapp do qual foi acusado nas eleições, que se revelou totalmente sem provas.

    Até o momento, lamentavelmente, não foi fornecida cópia do inquérito no qual foram determinadas as medidas invasivas e a censura prévia. Aguarda-se esse acesso para ficar ainda mais evidente o vazio das acusações.

    Ocultar o inquérito é meio inconstitucional de inviabilizar a defesa de Luciano Hang das absurdas conjecturas que lhe são direcionadas.''

    Mendes disse que é legal

    Em entrevista à Globo News, no domingo à noite, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a Suprema Corte entende que a investigação está respaldada em lei.

    — Algo regular, não temos nenhuma dúvida. E o ministro Alexandre de Moraes vem tomando todas as medidas. Está sendo feito com base no devido processo legal, não há nenhum exagero por parte do STF.

    A expectativa é que a regularidade do inquérito seja avaliada em plenário nos próximos dias.

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