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    Médico agredido

    Defesa nega ciúme e afirma que hospital em Itajaí desrespeitou lei do direito a acompanhante

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    Por Dagmara Spautz
    14/11/2019 - 20h40 - Atualizada em: 15/11/2019 - 13h51
    Hospital Marieta (foto: Lucas Correia, Arquivo NSC)
    Hospital Marieta (foto: Lucas Correia, Arquivo NSC)

    A defesa de Marcelo Ulysséa, 45 anos, preso pela agressão a um médico obstetra no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, na quarta-feira (14), nega que o motivo do desentendimento tenha sido "ciúme", conforme informou a Polícia Civil. Em nota, o advogado Gessivaldo Oliveira Maia diz que houve negligência do hospital e desrespeito do direito a acompanhante.

    Marcelo estava com a mulher, grávida de 40 semanas, em trabalho de parto. O texto afirma que o casal já havia passado por um caso de violência obstétrica, e por isso Marcelo pediu que a esposa fosse atendida por uma médica, e não por um homem. O desentendimento, de acordo com a defesa, teria sido causado pela retenção da carteirinha de saúde da gestante.

    A nota afirma que Marcelo "lamenta o ocorrido e pretende ressarcir os danos causados à vítima".

    Nesta quinta-feira à tarde, em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão de Marcelo em preventiva, e ele permanece detido. O advogado informou que vai pedir um habeas corpus. Disse, ainda, que não é verdadeira a informação de que ele tenha diversos antecedentes criminais, como divulgou a polícia.

    Leia a nota na íntegra:

    "A princípio estamos estudando o caso e tão logo iremos impetrar um Habeas Corpus objetivando a soltura de Marcelo Assumpção Ulyssea, tendo em vista que a respeitosa decisão do Digno Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Itajaí não fundamentou sua decisão da prisão preventiva, nos moldes dos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal. Ainda, neste sentindo, estamos aguardando a conclusão do Inquérito Policial, para que a defesa possa se posicionar.

    Entretanto, resta fazer alguns esclarecimentos, o fato é que a mídia está distorcendo o caso, não houve qualquer motivação por “ciúme”, o que de fato ocorreu foi uma negligência do centro obstétrico, onde foi desrespeitado o direito do acompanhamento da paciente, conforme estipula a Lei 11.108/05, além disso, a paciente, bem como o marido Marcelo, solicitaram que uma médica mulher fizesse o procedimento médico, por conta de eventos anteriores de supostos casos de abuso médico que a paciente havia sofrido.

    Assim, foi negado o direito do acompanhamento, além da substituição do médico por uma médica, nisso Marcelo solicitou que o médico entregasse a carteirinha de saúde da paciente para que os mesmos buscassem atendimento em outro hospital, visto que é um direito deles, porém o médico reteve a carteirinha.

    O médico não entregou a carteira de saúde, Marcelo solicitou outras vezes, até que perdeu a paciência e agrediu o médico. Porém foi apenas um soco, diferente do que a vítima está alegando na mídia, inclusive, é necessário analisar o laudo pericial para compreender a lesão causada.

    Inclusive, Marcelo lamenta o ocorrido e pretende ressarcir os danos causados à vítima, a situação causada se deu por mero desentendimento".

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