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Delegado que investiga fake news e atos antidemocráticos coordenou em SC operação contra tráfico nos portos  

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Por Dagmara Spautz
26/04/2020 - 12h52 - Atualizada em: 26/04/2020 - 18h16
Lamborghini avaliada em R$ 1 milhão foi um dos veículos apreendidos na Operação Oceano Branco (foto: Divulgação PF)
Lamborghini avaliada em R$ 1 milhão foi um dos veículos apreendidos na Operação Oceano Branco (foto: Divulgação PF)

Os delegados federais que investigam as manifestações antidemocráticas no Brasil e as fake news contra integrantes da Suprema Corte viraram notícia depois que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que eles sejam mantidos nas apurações mesmo com a saída de Maurício Valeixo da direção da Polícia Federal.

A medida foi tomada para proteger os inquéritos de eventual interferência política. Segundo noticiado neste sábado pela Folha de S. Paulo, o primeiro inquérito aberto, que envolve as fake news, teria chegado a Carlos Bolsonaro, o filho "02" do presidente Jair Bolsonaro.

A determinação do ministro Alexandre de Moraes cita quatro delegados, entre eles Fábio Mertens, que atuou em Santa Catarina. Ele deixou a delegacia da PF em Itajaí há pouco mais de um ano. Desde março do ano passado, integra a equipe da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), em Brasília.

Mertens foi o delegado que coordenou uma das maiores operações de combate ao tráfico internacional de drogas nos portos de Santa Catarina. Em 2017, a Operação Oceano Branco desarticulou uma quadrilha formada por três diferentes grupos criminosos, que enviava grandes quantidades de cocaína à Europa por meio dos portos de Itajaí e Navegantes.

Durante as investigações foram apreendidas seis toneladas de cocaína, em 12 ações - seis no Brasil e seis no exterior, em portos da Bélgica, França e Espanha. A PF também vinculou os envolvidos a outros carregamentos de drogas interceptados na Itália, Dinamarca, Espanha, Arábia Saudita e Turquia. O volume de apreensões correspondeu a R$ 1,2 bilhões.

A operação chamou atenção por ter incluído a apreensão de bens de luxo, como uma Lamborghini Gallardo avaliada em R$ 1 milhão, que estava escondida na garagem de um prédio em Balneário Camboriú.

Em 2019, a Polícia Federal em Santa Catarina coordenou uma segunda operação relacionada à Oceano Branco, desta vez, para quebrar o sistema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. A Operação Joias do Oceano apreendeu o equivalente a R$ 70 milhões com o sequestro de 25 imóveis em Balneário Camboriú, Joinville e São Francisco do Sul, 23 automóveis e caminhões, e cinco embarcações, além de máquinas usadas na logística retroportuária.

O volume das apreensões fez da Oceano Branco uma das maiores operações já feitas em SC contra o tráfico internacional de drogas.

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