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    Em SC, Bolsonaro pede a Pazuello atenção a Chapecó

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    Por Dagmara Spautz
    14/02/2021 - 16h26 - Atualizada em: 14/02/2021 - 17h06
     A pedido de Jorginho, Bolsonaro pediu atenção do Ministério da Saúde a Chapecó
    Presidente Bolsonaro com o senador Jorginho em São Francisco do Sul (Foto: Divulgação)

    Em São Francisco do Sul, onde passa o feriadão de Carnaval, o presidente Jair Bolsonaro telefonou neste domingo (14) para o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e pediu que o Ministério da Saúde dê atenção a Chapecó. A cidade vive uma explosão de casos de Covid-19.

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    O contato de Bolsonaro com o ministro atendeu a um pedido do senador Jorginho Mello (PL), que almoçou com o presidente no Forte Marechal Luz. O senador disse que está em contato com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, para as principais demandas da crise na saúde do Oeste catarinense.

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    - Relatei as dificuldades a respeito de vagas de UTi, respiradores. O presidente ligou para o ministro, pediu que entrasse em contato com o prefeito e verificasse o que é necessário, para o governo ajudar.

    Almoço para convidados

    Jorginho, que é próximo de Bolsonaro, foi um dos poucos convidados para o encontro neste domingo – uma agenda informal, já que o presidente está em São Francisco do Sul para um roteiro de pesca no feriado. Além da situação da pandemia em Chapecó, o senador também conversou com o presidente sobre as rodovias federais, em especial o aporte de recursos para as obras da BR-470.

    Outro assunto que veio à tona foi o aumento dos combustíveis e a política de preços da Petrobras. Jorginho falou da preocupação de que a situação provoque uma nova greve dos caminhoneiros, e disse que o presidente está preocupado. 

    - Apesar de assuntos ruins, como a situação de Chapecó, foi uma conversa muito boa - disse Jorginho. 

    O senador tem interesse em concorrer ao Governo do Estado em 2022, e as articulações para as eleições costumam estar na pauta de Bolsonaro nesses encontros.

    Greve dos caminhoneiros

    O empresário catarinense Emílio Dalçoquio, que também participou do almoço, disse à coluna que o encontro foi uma reunião “de amigos”, organizada pelo secretário Nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior.

    Dalçoquio, cuja família comanda uma das maiores transportadoras do país, com sede em Itajaí, foi um dos empresários que apoiaram a greve dos caminhoneiros em 2018. Ele foi alvo de inquérito do Ministério Público Federal (MPF) na época, por suspeita de promover locaute. A investigação acabou arquivada.

    O empresário hoje comanda um grupo de apoio a Bolsonaro que promove especialmente a ‘pauta de costumes’. Partiu desse grupo um vídeo que circulou no ano passado, em que um homem vestido de cavaleiro templário convocava para manifestações a favor do presidente.

    Dalçoquio não quis dar detalhes sobre a conversa com Bolsonaro neste domingo. Perguntado se as novas manifestações dos caminhoneiros entraram na pauta, o empresário desconversou:

    - (Falamos) sobre vários assuntos. Mas nada mais que um almoço descontraído.

    O presidente Jair Bolsonaro permanecerá em São Francisco do Sul até terça-feira. Ele não tem compromissos oficiais agendados. 

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