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    Ex-prefeito de Navegantes é liberado pelo MPSC

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    01/11/2019 - 19h09 - Atualizada em: 02/11/2019 - 08h12
    Roberto Carlos de Souza (foto: Arquivo NSC)
    Roberto Carlos de Souza (foto: Arquivo NSC)

    A defesa do ex-prefeito de Navegantes, Roberto Carlos Souza, confirmou no início da noite desta sexta-feira (1º) que ele teve a prisão temporária revogada por decisão do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Alvo de um dos 10 mandados de prisão temporária cumpridos pela manhã, como parte da Operação Cidade Limpa, ele não chegou a prestar depoimento.

    Outros quatro presos também foram liberados. Roberto Carlos falou à coluna, e disse acreditar ter havido um mal entendido:

    — O promotor entendeu que não existia razão para ficarmos presos, então fomos liberados. Pelas palavras do promotor, me parece há provas contra outras pessoas e havia dúvidas em relação a nós. A investigação e (o mandado de) busca e apreensão é para esclarecer. Como chegou à conclusão de que não havia motivo para a nossa prisão, nos liberou por causa disso.

    O ex-prefeito disse que não pode comentar sobre o processo, e o teor das investigações, porque desconhece. Mas disse confiar que tudo será esclarecido.

    — Estamos à disposição para qualquer esclarecimento, quero reafirmar a crença na Justiça, (creio) que as coisas ficarão bem esclarecidas durante o processo. Teremos condições de nos manifestar e esclarecer o que a Justiça pedir.

    Fraude em licitação

    A operação apura suspeitas de fraude em licitação, envolvendo várias empresas que pertencem ao mesmo grupo. Para o Ministério Público, há indícios de combinação de preços para vencer concorrências públicas - o que é ilegal.

    A investigação tem como alvo empresários e servidores públicos que, para o MPSC, facilitariam a permanência das empresas como prestadoras de serviços, renovando contratos sem novas licitações. A promotoria suspeita de pagamento de propinas.

    O suposto esquema teria se repetido em licitações em Navegantes, Penha e Itajaí. Só em Navegantes, as empresas do grupo investigado têm contratos que somam R$ 16 milhões e vão até 2020.

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