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Fernando Haddad é recebido pelo setor pesqueiro em Itajaí em meio a tumulto

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Por Dagmara Spautz
18/09/2018 - 15h33 - Atualizada em: 18/09/2018 - 17h49
Foto: Dagmara Spautz

A agenda do candidato à presidência da República Fernando Haddad (PT) em Santa Catarina começou em Itajaí, no Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), onde ele foi recebido por lideranças do setor pesqueiro no Estado. Haddad recebeu uma lista de reivindicações, entre elas o incentivo à importação de insumos e a atenção à pesquisa e ao ordenamento jurídico.

_ A incerteza sobre as tempestades tem que ficar lá fora, no mar. Em terra, não podemos ter incertezas _ disse o presidente do sindicato, Jorge Neves.

Adriano Delfino, presidente da Federação dos Pescadores Artesanais de SC, e Henrique Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Pesca (Sitrapesca) também levaram reivindicações como a regularização do seguro-defeso e o aumento da representatividade da pesca no governo federal. Além dos pedidos do setor, Haddad recebeu uma lista de demandas das entidades de classe de Itajaí.

O candidato do PT comprometeu-se a apresentar uma agenda de trabalho para a pesca, se for eleito. Questionado sobre a possibilidade de instituir novamente o Ministério da Pesca, Haddad disse que a criação de pastas, quando necessária, não deve ser vista como gasto, mas investimento. Não prometeu a implantação do Ministério, mas disse que terá uma equipe organizada para receber as demandas do setor.

A reforma da Previdência também entrou em pauta. O candidato disse que o foco inicial serão os regimes próprios de aposentadoria, que inclui municípios, estados e a União. A proposta é abrir discussões com esses grupos sobre idade mínima, alíquota de contribuição e outros benefícios.

Questionado sobre a Reforma Tributária, Haddad falou em aumentar os impostos entre a camada mais rica da população, para reduzir a incidência entre os pobres e a classe média, e falou em reforma bancária, com redução de juros.

Tumulto

A entrega da lista de reivindicações deveria ter ocorrido no auditório do Sindipi, mas foi feita no gabinete do presidente, a portas fechadas. A mudança foi decidida pela organização depois que eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) entraram no auditório, e causaram tumulto.

No lado de fora, outro grupo de representantes do candidato do PSL posicionou-se em protesto, usando um megafone. A polícia precisou fazer um cordão de isolamento para que a situação não agravasse.

Haddad disse que viu o protesto com naturalidade:

_ Uma manifestação é algo normal quando não há risco de as pessoas se machucarem. Vamos preservar o direito de todos se manifestarem.

De Itajaí, o candidato do PT seguiu para Florianópolis, onde fará uma entrevista coletiva e um ato político ainda nesta terça-feira à tarde.

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