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Hang diz que não participará do governo Bolsonaro: "Não tenho tempo"

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Por Dagmara Spautz
29/10/2018 - 12h17 - Atualizada em: 29/10/2018 - 15h52

O empresário catarinense Luciano Hang, que ganhou notoriedade — e acabou colecionando processos na Justiça — como um dos principais cabos eleitorais do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse na manhã desta segunda-feira que não vai integrar o governo. Devido à proximidade entre Hang e Bolsonaro, especulava-se que ele poderia ter voz ativa junto ao novo presidente.

Hang chegou a ser cotado como vice na chapa de Bolsonaro. E foi convidado, segundo ele, a concorrer ao Governo do Estado e ao Senado pelo PSL em Santa Catarina. Mas o empresário afirma que sua participação na política pode ter terminado por aqui.

Durante a campanha, o empresário foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela emissão de posts eleitorais patrocinados no Facebook, recebeu determinação da Justiça do Trabalho para abster-se de interferir no voto dos empregados e foi alvo de reportagem da Folha de S. Paulo que denunciou um suposto esquema de emissão de mensagens pró-Bolsonaro (o que ele nega).

Confira a entrevista:

Você esteve muito próximo de Bolsonaro. É possível integrar o governo?

Não conversei com ele depois da vitória, e até agora não tive tempo de responder todas as mensagens que recebi. Estou a serviço da minha pátria, sou ativista. Esse meu envolvimento se deveu à pessoa dele. Talvez eu nunca mais tenha (esse envolvimento novamente). Fiz isso porque senti nele a verdade. Entrei para ajudar o país.

Mas já ocorreu um convite...

No princípio ele aventou eu ser senador, governador, mas deixei claro que meu intuito é mudar o país, que cada empresário possa exercer seu direito à expressão, a falar o que pensa, o que tem que mudar. Sair do politicamente correto. Os empresários não abriam a boca com medo de serem retaliados. Bateram mais em mim que no candidato nas eleições.

Se o convite vier, será aceito?

Não tenho tempo pra isso. Quero que esse país vai bem, que copie quem dá certo. Com liberalismo econômico e conservadorismo dos costumes.

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