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    Morto a tiros

    Homem executado em Balneário Camboriú foi delator de facção e integrou programa de proteção à testemunha

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    Por Dagmara Spautz
    24/02/2020 - 16h34 - Atualizada em: 24/02/2020 - 19h54
    Douglas Gonçalves Romano dos Santos (foto: Reprodução, PMSC)
    Douglas Gonçalves Romano dos Santos (foto: Reprodução, PMSC)

    Assassinado a tiros na noite de domingo (23), em Balneário Camboriú, quando desembarcou de uma corrida de aplicativo, Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, foi o responsável por delatar uma das maiores facções do Rio Grande do Sul. As informações são da Gaúcha ZH.

    Ameaçado de morte, o jovem chegou a integrar o programa federal de proteção à testemunha. Desde 2017, quando fez a delação à Polícia Civil, Douglas passou por diversas cidades e estados no país. Em janeiro, pediu para ser desligado do esquema de proteção.

    O crime

    De acordo com o relatório da Polícia Militar de Santa Catarina, Douglas desembarcou do carro de aplicativo na Rua Justiniano Neves, no Bairro Pioneiros. É uma área residencial no Pontal Norte, a poucos metros da Avenida Brasil. O motorista disse que ouviu tiros e viu, pelo retrovisor, um carro preto com quatro homens. Assustado, abandonou o carro e fugiu.

    A perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) indicou que os assassinos atiraram 17 vezes, com pistola 9 milímetros. Cinco tiros acertaram Douglas na cabeça.

    No início do mês, ele já havia sido alvo de um atentado durante um baile funk, em Camboriú. Foi ferido na perna.

    Sequestros e esquartejamento

    Segundo a Gaúcha ZH, Douglas era ex-gerente do tráfico no Bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. As denúncias dele revelaram detalhes sobre o funcionamento da facção, sequestros e esquartejamentos praticado pelo grupo. Mais de 60 processos por homicídio foram abertos com base nas informações.

    Leia mais: Publicação no Facebook alertou assassinos que delator de facção estava em Balneário Camboriú

    Em reportagem publicada pela Gaúcha ZH, em março do ano passado, ele disse acreditar que seria morto em algum momento pela facção. Processos que envolveram a delação, à qual o jornal teve acesso, revelam crimes bárbaros, como o esquartejamento de uma pessoa ainda viva.

    As informações de Douglas levaram a Justiça a isolar pelo menos três líderes da facção, e a enviar 27 chefes do grupo a prisões de segurança máxima fora do Rio Grande do Sul.

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