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    IFC denuncia invasão de apoiadores de Bolsonaro em reunião sindical à PF

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    01/11/2018 - 11h06 - Atualizada em: 01/11/2018 - 11h10
    Foto: Reprodução

    A procuradoria jurídica do Instituto Federal Catarinense (IFC) encaminhou à Polícia Federal de Itajaí uma representação sobre a invasão que ocorreu no dia 26 de outubro, quando quatro apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) entraram em uma assembleia do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) que ocorria no campus de Camboriú.

    O delegado chefe em Itajaí, Alex Biegas, vai avaliar a representação. Se entender que houve crime eleitoral _ como o fato ocorreu dias antes do segundo turno _ o caso é encaminhado à Justiça Eleitoral. Se não configurar delito eleitoral ele decidirá se instaura inquérito no âmbito da PF.

    Professores de institutos federais do Estado eram a maioria na assembleia. Os servidores perceberam que a reunião estava sendo gravada às escondidas por Dileta Corrêa Silva, candidata a deputada federal pelo PSL que não se elegeu - o que causou confusão. As imagens foram publicadas nas redes sociais e os servidores foram acusados de “comunistas” e “doutrinadores”.

    Um vídeo, gravado pela assessoria de comunicação do Sinasefe, mostra o momento em que o empresário Emílio Dalçoquio, que integra a invasão, dá vivas ao ditador chileno Augusto Pinochet, que governou o país com mão-de-ferro entre 1973 e 1990, e foi acusado de crimes contra a humanidade.

    O empresário diz ainda, em referência a Pinochet, que se “tivessem feito o que ele fez aqui no Brasil não haveria isso aí”. Durante a ditadura Pinochet foram mortas no Chile mais de 3 mil pessoas, e mais de 40 mil foram torturadas.

    PSL faz nota de repúdio contra invasão

    Os diretórios municipais do PSL em Balneário Camboriú e Camboriú emitiram notas de repúdio à invasão da reunião sindical. Sergio Toviansky, Tesoureiro Geral da executiva municipal do PSL em Balneário Camboriú, disse que o partido está tomando providências em relação a Dileta Corrêa Silva, até agora a única filiada identificada no vídeo.

    _ Constatados os fatos, estes geram algo semelhante a uma denúncia, que é encaminhada para análise do conselho de ética.

    O caso ainda é analisado pelo partido, segundo Toviansky. Questionado se foi infringida alguma norma, ele disse que “no entendimento da Executiva Municipal, sim”.

    A nota publicada pelo diretório do PSL em Balneário Camboriú diz que o direito à reunião é garantido por lei e “não representa os preceitos defendidos pelos membros da Executiva Municipal”.

    Contraponto

    Procurada, na manhã desta quinta-feira, Dileta não enviou resposta à coluna.

    Em relação à invasão, ela afirmou à coluna, um dia após o ocorrido, que “tem professores e alunos com medo de se manifestarem e serem perseguidos”e que é contra “a doutrinação, a perseguição dos alunos e professores que são contra a escola sem partido”.

    Emílio Dalçoquio, por sua vez, disse que quer “ajudar o Brasil a tirar o comunismo da faculdade” _ “Invadimos e invadiremos onde tivermos que invadir a faculdade para enfrentar esses professores de m** comunistas _ afirmou.

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