A Escola Básica Melvin Jones, no bairro Cordeiros, em Itajaí, pode ser a primeira em Santa Catarina a adotar gestão cívico-militar. O prefeito Volnei Morastoni (MDB) esteve em Florianópolis na última semana e visitou o colégio Feliciano Nunes Pires, que é administrado pela Polícia Militar, e que deve inspirar o modelo de gestão da escola de Itajaí.

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A proposta, de acordo com a secretária municipal de Educação, Elisete Furtado Cardoso, é que a militarização ocorra do 6º ao 9º ano. Para esses alunos, além das atividades pedagógicas devem ser incluídas no currículo questões trabalhadas pelo Colégio Militar, como disciplina e hierarquia. A ideia é que o projeto seja implantado a partir do ano que vem.

A escola de gestão cívico-militar é inspirada no modelo adotado no Distrito Federal. As escolas escolhidas para o projeto piloto estão em áreas vulneráveis.

Reportagem exibida pelo Fantástico, na Rede Globo, em fevereiro deste ano, mostrou que os alunos estavam se sentindo mais seguros, mas nem todos os pais aprovam a imposição do militarismo. O modelo também gera críticas de especialistas em educação – especialmente quanto à adoção de uniforme militar e ao padrão para o cabelo: meninos têm que manter bem curto, e meninas têm que prender o cabelo em um coque.

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O padrão a ser usado em Santa Catarina ainda não foi divulgado.

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