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    Luciano Hang diz que "vende o que quiser", sobre colocar arroz e feijão nas prateleiras da Havan

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    20/05/2020 - 11h14 - Atualizada em: 20/05/2020 - 13h35
    Luciano Hang (foto: Reprodução)
    Luciano Hang (foto: Reprodução)

    A rede de lojas Havan incluiu no portfólio há algumas semanas produtos como arroz, feijão e macarrão – itens que fazem parte da cesta básica, considerados de primeira necessidade. A venda coincide com ações judiciais movidas pela empresa para reabrir diversas lojas no país, que foram fechadas durante o lockdown adotado por alguns estados.

    Em tese, a venda de alimentos qualifica a Havan como serviço essencial – esse foi o entendimento em Santa Catarina, por exemplo, quando as lojas da rede foram autorizadas a abrir para vender ovos de Páscoa mesmo enquanto as medidas de isolamento social eram mais rígidas.

    A novidade repercutiu em reportagem da Folha de S. Paulo nesta quarta, que mostra as prateleiras de lojas em São Paulo com alimentos de cesta básica. O empresário Luciano Hang, no entanto, afirma que não se trata de estratégia, mas de oportunidade.

    :: Havan vende arroz e feijão para tentar reabrir como serviço essencial

    Em entrevista à coluna, ele disse que tem Cadastro Nacional de Atividade Econômica (CNAE) de hipermercado. Por isso, entende que pode vender qualquer produto alimentício nas lojas da rede.

    — Como somos de loja de departamentos, venderemos o que nos interessa. Ninguém pode nos tolher essa liberdade, vendo na minha loja o que eu quero. Hoje tem loja vendendo álcool gel, máscara. Quem vai na minha loja, vai ter o que quer comprar – afirmou.

    O empresário catarinense disse que outras lojas de departamentos também vendem alimentos, como as Americanas. E afirmou que, nas ações judiciais movidas pela empresa para reabrir a Havan, a Justiça não considerou o que havia nas prateleiras, mas a documentação – que permite a venda de itens de primeira necessidade.

    — O que acontece é que o Brasil é um país comunista, o Estado tenta se meter. O que eu quiser, tenho que vender – disse.

    Hang criticou as medidas de isolamento social. Disse que Santa Catarina acertou ao reabrir as atividades econômicas depois do que chamou de “decisão equivocada” de tomar medidas de quarentena. Mas reclamou do fato do transporte coletivo continuar suspenso no Estado.

    Das 143 lojas da Havan em todo o país, a maioria segue aberta e funciona em horário reduzido devido à pandemia, de acordo com as regras de cada estado. Dezesseis lojas estão fechadas. As unidades ficam nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Acre. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a empresa obteve liminar na Justiça para reabrir duas lojas no estado de São Paulo, nas cidades de Araçatuba e Lorena.

    Outras ações, em Rio Branco (AC) e Vitória da Conquista (BA), tiveram negado o pedido de liminar.

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