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    Denúncia

    Médico é suspenso pelo CRM por suspeita de matar pacientes na UTI em Itajaí

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    Por Dagmara Spautz
    27/08/2020 - 12h59 - Atualizada em: 28/08/2020 - 06h49
    Hospital Marieta, em Itajaí
    Hospital Marieta, em Itajaí (Foto: Lucas Correia, Arquivo NSC)

    O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) interditou cautelarmente um médico do Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Ele é investigado por suspeitas de que tenha abreviado a vida de pelo menos oito pacientes internados na UTI, entre 2017 e 2019.

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    O afastamento foi decidido em razão de um processo ético profissional, que está em andamento no Conselho. A interdição é válida por seis meses, período em que o profissional está proibido de exercer a medicina. Além de Itajaí, ele também atuou no Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, e em clínicas privadas.

    O médico responde ação na Justiça, movida esta semana pela 13ª Promotoria de Justiça de Itajaí. Nela, o promotor Maury Viviane requereu o afastamento do médico e a proibição de que ele exerça a atividade na saúde pública de Itajaí. O processo está sob análise da Vara da Fazenda Pública. O Ministério Público também pediu a instauração de inquérito policial, para investigar os fatos.

    A representação contra o médico chegou ao MPSC em março deste ano por meio da Univali, onde ele era professor do curso de Medicina. O inquérito tramitou em sigilo na primeira fase, e incluiu a análise dos prontuários de pacientes que foram atendidos pelo médico no dia em que morreram, ou que tiveram a declaração de óbito assinada por ele.

    O MPSC informou que, além das suspeitas de que pelo menos oito pessoas tiveram a vida abreviada pelo médico, ele também é investigado por outras infrações disciplinares. O profissional foi suspenso do Hospital Marieta no dia 14 de agosto, a pedido da Promotoria. 

    O hospital se manifestou por meio de nota. "O Hospital Marieta, como sempre, agirá dentro da legalidade acatando e cooperando com os órgãos competentes e de classe. Os fatos serão apurados conforme o sigilo dos processos determina. A direção salienta que a instituição nunca havia recebido qualquer denúncia referente ao gerente médico".

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