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Coronavírus

Ministério Público do RS recomenda recolher álcool gel produzido em Itajaí

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Por Dagmara Spautz
26/06/2020 - 13h44 - Atualizada em: 26/06/2020 - 14h28
Álcool gel (Foto: Rodrigo Buendia, AFP)
Álcool gel (Foto: Rodrigo Buendia, AFP)

Uma recomendação expedida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul orienta o governo gaúcho e o de Santa Catarina a recolher frascos de álcool em gel de 400 ml fabricados pela empresa Wave Innovation Solutions, de Itajaí. O produto foi avaliado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Rio Grande do Sul, que concluiu que a dosagem de álcool é inferior ao anunciado, e portanto ineficaz para neutralizar o novo coronavírus. A empresa acredita ter sido vítima de falsificação, e vai apresentar uma contraprova.

Os testes do Lacen gaúcho concluíram que o produto continha 35,6% e 48,5% de teor de álcool etílico, contrariando resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que exige a concentração mínima de 70%. O álcool gel também se mostrou insatisfatório nas análises de aspecto, rotulagem e de determinação do pH.

Autor da recomendação, o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Promotoria de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, avalia que ao desrespeitar as normas técnicas a empresa teria uma maior margem de lucro. Para o Ministério Público, o produto expõe os consumidores, que acreditam estarem protegidos. “na realidade, os deixaram ainda mais suscetíveis de contrair e propagar a Covid-19, o que torna o fato gravíssimo por comprometer a saúde e ordem públicas”.

A empresa, no entanto, afirma que as fraudes têm se repetido com frequência durante o período de pandemia. E acredita que a marca possa ter sido usada por algum fabricante clandestino ou falsificador. A Wave Innovation Solutions diz, em nota, que todos os produtos produzidos pela empresa estão regulamentados junto aos órgãos fiscalizadores e que a empresa efetua o controle de qualidade conforme os padrões estabelecidos por lei.

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o suposto problema. A Secretaria aguarda informações sobre os lotes analisados para definir sobre recolhimento e inspeção de boas práticas na fabricação.

Nota da empresa:

"Desconhecemos qualquer teste ou laudo efetuado com nossos produtos. Nem sabemos se de fato o produto informado realmente foi produzido por nossa indústria. Durante esta pandemia existem muitas indústrias clandestinas e falsificadores de produtos ilegais, sem registros e sem laudos de controle de qualidade. Reafirmamos nosso compromisso com a qualidade e informamos a todos os nossos clientes que os nossos produtos estão devidamente regulamentados junto aos órgãos fiscalizadores e que a empresa efetua o controle de qualidade de seus produtos conforme os padrões estabelecidos por lei"

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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