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    Murad abre mão de oferta de R$ 1 bilhão para venda do Beto Carrero World

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    Por Dagmara Spautz
    06/09/2019 - 10h05 - Atualizada em: 06/09/2019 - 15h02
    foto: Divulgação
    foto: Divulgação

    A suposta venda do Beto Carrero World transformou-se em uma disputa de versões nos últimos meses. Enquanto o herdeiro do parque, Alex Murad, garantiu há cerca de 20 dias que o empreendimento não está à venda, circulavam nos bastidores informações sobre uma suposta negociação, em fase adiantada, com as redes Cacau Show e Madero. A oferta teria ultrapassado R$ 1 bilhão - mas Murad disse não.

    A negativa está em reportagem publicada nesta sexta-feira (6) pelo Estadão, que afirma que os fundos norte-americanos Advent e HIG Capital também fizeram ofertas pelo parque. As conversas teriam iniciado em novembro do ano passado e terminado há duas semanas, com a desistência da família.

    Murad já havia negado

    A suposta desistência coincide com uma nota pública de Alex Murad, divulgada em 13 de agosto, em que ele informou que o parque mantém o quadro societário e negava o processo de venda. Herdeiro do parque, o filho do Beto Carrero não negou, no entanto, a possibilidade de uma abertura de capital no futuro – “sem prazos estabelecidos”.

    Valorização na bolsa

    A oferta inicial das redes brasileiras teria sido feita pelo paranaense Madero, que mais tarde aliou-se à Cacau Show. A compra do parque faria parte da estratégia da empresa do Paraná de abrir as ações na Bolsa de Valores. A entrada do Beto Carrero traria um upgrade à rede - o parque tem um caixa anual de R$ 120 milhões, um atrativo para investidores.

    A direção do Beto Carrero World ainda não se manifestou nesta sexta-feira. A assessoria de imprensa informou que o parque reforça o posicionamento divulgado em agosto por Murad, de que o empreendimento não está em negociação.

    O parque tem projeto para abertura de nova área temática e negocia parcerias, como as que mantém com a Hot Wheels, por meio da Mattel, e a Dreamsworks. Em abril, conseguiu um financiamento de R$ 50 milhões junto ao BNDES, que corresponde a 60% do plano de investimentos futuros.

    Em 2018, o parque trouxe a Santa Catarina mais de 2,2 milhões de turistas.

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