O navio APL Paris, com bandeira de Singapura, atracou nesta terça-feira (16) na Portonave, em Navegantes. É o maior navio de contêineres que já navegou na costa brasileira, um gigante com 347 metros de comprimento. Nesta quarta, às 11h, a embarcação fará um giro inédito na nova bacia de evolução – área de manobras dos portos de Itajaí e Navegantes.

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A manobra é aguardada com ansiedade. O APL Paris, um navio que nunca antes atracou no Brasil, navegará de ré pelo Rio Itajaí-Açu, a partir do cais da Portonave, e girará 180º com auxílio de rebocadores. O navio, que veio da República Dominicana, fará em Navegantes a única escala na América do Sul. Trata-se de um “extra call”, como são chamadas as escalas extras, não regulares. O terminal foi escolhido por ser um dos únicos no país com capacidade operacional e de infraestrutura aquaviária para receber o gigante.

A operação simboliza um marco para o Complexo Portuário, que sofria com limitações estruturais para grandes embarcações. As obras da bacia e evolução, custeadas pelo Governo do Estado e pelos portos de Itajaí e Navegantes, aumentou o limite de tamanho das embarcações, de 306 para 350 metros.

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O APL Paris tem capacidade para 7,2 mil contêineires – praticamente 50% a mais do que um navio de 300 metros. O supernavio trouxe a Santa Catarina contêineres vazios, que são fundamentais para as exportações. Em março, o impacto da pandemia sobre a navegação marítima chegou a provocar um gargalo na oferta de contêineres para exportação no Brasil. A chegada de mais contêineres atende especialmente a indústria frigorífica, grande exportadora de carnes para a Ásia.

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arte (Foto: Portonave, Divulgação)

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Em Navegantes, o APL Paris foi carregado com contêineres de madeira e cargas congeladas – frango e carnes.

A chegada do supernavio coloca o Complexo Portuário do Itajaí-Açu, definitivamente, na rota dos gigantes. A capacidade de receber navios maiores significa um ganho econômico – o Complexo é o segundo maior movimentador de contêineres no Brasil, responde por 70% da balança comercial do Estado e 5% da balança comercial do país. Em Santa Catarina, as atividades do setor representam 27,2% do total de empregos, com 198,4 mil postos de trabalho, segundo dados da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

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