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Construção civil

O segredo internacional por trás dos arranha-céus de Balneário Camboriú

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Por Dagmara Spautz
04/08/2022 - 17h10 - Atualizada em: 05/08/2022 - 08h11
Prédios de Balneário Camboriú
Prédios de Balneário Camboriú (Foto: Cleiton Marcos de Oliveira, Divulgação prefeitura de Balneário Camboriú)

As construtoras especializadas em arranha-céus em Balneário Camboriú criaram uma rede internacional de colaboração para erguer os maiores prédios residenciais do país e da América do Sul. A internacionalização é regra: vai desde os túneis de vento, onde os projetos são testados para resistir à força da ventania à beira-mar e garantir conforto aos usuários, até detalhes de acabamento.

A FG, construtora que tem na coletânea de arranha-céus o atual recordista na América do Sul, o edifício One Tower, enviou recentemente emissários para o México, Israel, Holanda e Alemanha em viagens de atualização para sua próxima safra de "gigantes". O presidente da empresa, Jean Graciola, diz que a implantação de novas tecnologias pode levar a “um avanço de 10 anos em dois”. Não é exagero: técnicas mais modernas de construção significam ganho em produtividade. Materiais inovadores valorizam os imóveis.

Construção

No México, os engenheiros André Bigarela e Gustavo Simas foram buscar novidades em elevadores de obra e a importação de tecnologia para utilização de várias gruas em uma única torre. As gruas são pouco utilizadas na construção civil no Brasil, mas indispensáveis aos grandes edifícios, que mobilizam uma grande quantidade de cargas.

Em Israel, o foco da visita foi uma moderna fábrica de válvulas redutoras de pressão. Na Holanda e Alemanha, a fabricação de tubos e conexões flexíveis para instalações prediais de água quente e água fria, um sistema inédito na América do Sul que já é utilizado na Europa, nos EUA, e recém-lançado no México, e que a construtora deve incorporar nas próximas obras em SC.

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Fachada do Bahrein

Em Balneário Camboriú, a internacionalização é uma marca registrada dos arranha-céus. Em fase final de acabamento, as torres do Yachthouse by Pininfarina, da Pasqualotto & GT, têm a fachada revestida por carenagem vinda do Bahrein, no Oriente Médio.

Os vidros da fachada vieram da Bélgica. O alumínio, da Alemanha. As gôndolas de limpeza da fachada foram desenvolvidas na Espanha. Da Holanda veio a pintura dos perfis de alumínio, e parte dos materiais de acabamento vieram da Índia e da Itália. Os estudos de solo e de túnel de vento foram executados em empresas no Canadá e na Inglaterra.

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