(por Talita Medeiros, interina)
O resultado dos primeiros dias de captura da tainha surpreendeu positivamente o Sindicato dos Armadores e Indústrias da Pesca de Itajaí e Região ( Sindipi). Somente no primeiro dia, em 2 de junho, a entidade acredita que cerca de 500 quilos do pescado tenham sido tirados do mar.
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O excelente desempenho acendeu um alerta na entidade, por se tratar do primeiro ano de safra com o sistema de cotas de captura.
Na sexta- feira, o coordenador da Câmara do Cerco no Sindipi, Agnaldo dos Santos, já se mostrava preocupado com a possibilidade de as 37 embarcações autorizadas à pesca terem atingido ao menos 80% da cota, que é de 2,3 mil toneladas. Na data ele chegou a sugerir a suspensão das atividades até que fosse possível calcular a quantidade capturada.
– Devido a vários barcos entrarem para descarregar e a indústria não conseguir processar, houve um atraso no sistema que marcava nossa posição – explica Santos em relação ao processo realizado para contabilização da pesca.
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Como a proposta não foi acatada, no último sábado o sindicato, em conjunto com outras entidades do setor e Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina ( Fiesc), emitiu um comunicado sobre a situação.
Conforme o documento, após reunião com armadores ficou decidido finalizar a pesca da tainha para as 37 embarcações que receberam autorização no início do mês à meia-noite de domingo.
Outras 13, que conseguiram licença em 7 de junho, teriam ainda 72h para captura, desde que não se tenha atingido a cota.
"O início da safra ocorreu em 1o de junho. Desde lá, grandes volumes de tainha vêm sendo desembarcados, e o setor de maneira preventiva decide dar por encerrada a captura da tainha para o ano de 2018" – diz o informe divulgado no sábado.
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Como já destacado neste espaço, a pesca da tainha é uma das mais tradicionais e importantes de Santa Catarina.
Itajaí e Navegantes têm a maior frota de traineiras do país, com cerca de 100 embarcações e mais de 700 trabalhadores diretos.
Além do consumo in natura, o peixe é um dos nossos principais ativos de exportação no setor pesqueiro.
As ovas de tainha movimentam, anualmente, até US$ 10 milhões.
