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    Polícia Civil fecha fábrica que produzia réplicas de Ferrari e Lamborguini em Itajaí

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    15/07/2019 - 17h45 - Atualizada em: 15/07/2019 - 20h21
    Réplicas de Ferrari e Lamborghini (Foto: Divulgação Polícia Civil SC)
    Réplicas de Ferrari e Lamborghini (Foto: Divulgação Polícia Civil SC)

    O Setor de Investigações Criminais da Polícia Civil (SIC) fechou nesta segunda-feira (15) uma fábrica em Itajaí onde eram produzidas réplicas falsificadas de carros das marcas Ferrari e Lamborghini. Os policiais encontraram oito veículos em produção.

    As investigações iniciaram por representação de advogados das duas marcas de luxo. No local, foram apreendidos chassis, moldes, ferramentas e peças de lataria. O caso é considerado crime contra a propriedade industrial.

    Segundo o delegado Angelo Cintra Fragelli, responsável pelas investigações, é o primeiro caso semelhante registrado em Santa Catarina. Levados à delegacia para depor, os dois responsáveis pela fabricação, que são pai e filho, disseram que trabalham com customização há cerca de 10 anos – mas só começaram a produzir as réplicas há um ano e meio. À polícia, afirmaram que não sabiam que a construção dos veículos era crime.

    — (Acreditamos que) Não condiz com a verdade. A produção ficava num galpão fechado e eles não diziam aos compradores onde os veículos eram produzidos — afirma o delegado.

    Réplica de Ferrari
    Réplica de Ferrari
    (Foto: )

    Ferrari com motor de Monza

    Os responsáveis pelos carros disseram à polícia que ainda não haviam entregado nenhum veículo. No entanto, o delegado acredita que a fábrica de Itajaí já teria pelo menos dois carros nas ruas. As vendas ocorriam online e os clientes eram de todo o país.

    Enquanto os modelos originais custam de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões, as réplicas eram vendidas a preços que variavam de R$ 180 mil a R$ 250 mil.

    Leia também: Detran de SC realiza leilão eletrônico com veículos a partir de R$ 300

    Segundo a polícia, em depoimento, os donos da fabricação disseram que compravam as peças da lataria prontas e as montavam sobre um chassi que eles mesmos produziam. Os motores vinham de outros veículos.

    — Era possível ter uma Ferrari com motor de Ômega ou Monza — diz o delegado.

    A documentação era legal, já que o carro era registrado como protótipo – o que é permitido por lei. O delegado explica é que o crime, nesses casos, é o uso de um design patenteado pelas marcas.

    Como se trata de crime de menor potencial ofensivo, os proprietários da empresa foram liberados e responderão ao processo em liberdade. O material recolhido foi entregue às marcas, como determina a legislação em casos como esse.

    Réplica
    Réplicas
    (Foto: )

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