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    Polícia Federal apreende em Itajaí barco que decepou cauda de baleia

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    Por Dagmara Spautz
    28/05/2020 - 08h59 - Atualizada em: 28/05/2020 - 12h04
    Barco apreendido pela PF (foto: Divulgação)
    Barco apreendido pela PF (foto: Divulgação)

    A embarcação pesqueira que apare em um vídeo, onde a cauda de uma baleia jubarte aparece decepada, foi apreendida nesta quarta-feira (27) pela Polícia Federal, em Itajaí. As imagens, publicadas nas redes sociais no último fim de semana, ganharam repercussão internacional.

    O barco seguiu em alto-mar nos dias seguintes, e foi retido assim que aportou em Itajaí. A embarcação ficará temporariamente na Marina Itajaí, onde passará por perícia.

    A Polícia Federal quer saber se a cauda da baleia foi amputada por acidente, pelos petrechos de pesca, ou se foi cortada propositalmente pelos pescadores. Se houve intenção de mutilar o animal, eles poderão responder por crime ambiental. Baleias jubarte são protegidas pela legislação brasileira desde a década de 1980.

    A investigação também apontará se o barco estava em local de pesca apropriado. As baleias jubarte passam pelo litoral de SC ao largo, ou seja, em alto-mar, durante a migração para a costa do Nordeste do país, onde se reproduzem.

    Em nota, publicada nesta quinta-feira (28), a Polícia Federal informa que já identificou o proprietário da embarcação e os tripulantes. O barco, ao ser interceptado, estava descarregado e os restos da baleia não foram encontrados.

    Em depoimento, os pescadores disseram que o fato ocorreu no sábado à tarde, quando a baleia teria enrolado sua cauda num dos cabos de aço que sustenta o aparelho de pesca. O animal se debateu e acabou decepando a cauda, segundo os tripulantes, pela constrição e tracionamento do cabo de aço que integra o petrecho de pesca.

    A Polícia Federal agora aguarda análises e informações técnicas do ICMBio e Ibama, que indicarão em que condições a cauda da baleia foi decepada. Esses dados serão confrontados com a versão dos tripulantes.

    Além da investigação policial, há também um processo administrativo em curso, tocado pelo ICM-Bio em Brasília. O órgão ambiental federal alertou equipes que atuam com encalhes para que fiquem atentas a um possível encalhe da jubarte na costa. Sem a nadadeira, o animal não consegue nadar e fica "à deriva". Pode ser levado à praia, ou morrer de inanição.

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