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    Pressão ideológica tirou de SC o protagonismo na segurança pública nacional

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    Por Dagmara Spautz
    23/06/2020 - 16h30 - Atualizada em: 23/06/2020 - 17h53
    Coronel Araújo Gomes não será mais secretário nacional
    Coronel Araújo Gomes não será mais secretário nacional

    Desde que saíram as primeiras informações sobre a futura nomeação do coronel Araújo Gomes para a vaga de secretário Nacional de Segurança Pública, ele manteve um absoluto silêncio a respeito do assunto. Nos bastidores, era alvo de uma forte campanha de difamação que repercutiu nas redes sociais.

    O ex-comandante da Polícia Militar de Santa Catarina, que deixou o posto para assumir o cargo em Brasília, foi tachado de comunista e esquerdista, entre outros adjetivos. No mínimo, incoerentes com a trajetória e a linha de pensamento do coronel, que ficou conhecido nacionalmente por comandar o Conselho Nacional de Comandantes Gerais, que reúne o mais alto escalão de policiais militares e bombeiros de todo o país. Um posto conservador por essência.

    Ao que tudo indica, Araújo Gomes tinha, até então, a simpatia do presidente Jair Bolsonaro. A escolha do nome dele foi referendada por diversas entidades militares, o que daria peso à nomeação. Mas a pressão ideológica foi mais forte e a simpatia se desfez.

    Uma série de hipóteses foi levantada para explicar a rejeição ao nome do coronel Araújo Gomes. A primeira delas foi a relação com o governador Carlos Moisés (PSL), que se afastou do presidente Jair Bolsonaro ainda no primeiro ano de governo. Depois, uma rejeição ao ex-comandante por parte da tropa – resultado do desgaste do governo estadual – e, por fim, desentendimentos pontuais com importantes figuras da base bolsonarista no Estado.

    Aliados do presidente em SC chegaram a indicar outro ex-comandante da PMSC, coronel Nazareno Marcineiro, para ocupar o posto. Nazareno foi diretor da força nacional em outro governo: o da presidente Dilma Rousseff (PT). Saiu “atirando”, para usar uma expressão que combina com os dias atuais, às vésperas das Olimpíadas do Rio. O que não torna menos pitoresca a indicação.

    No frigir dos ovos, Santa Catarina, ao que se sabe, não terá um indicado como secretário nacional. O Estado teria a chance de ter um representante à frente de uma pasta importante na execução de políticas públicas para uma área sensível, como é a segurança pública. É na Secretaria que se faz, por exemplo, o planejamento, acompanhamento, avaliação e implementação dos programas do governo federal para a área. O que inclui a modernização das forças policiais. Por pressão ideológica, ficou a ver navios.

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