Projeto de lei proíbe surfe, lanchas e jet ski em Balneário Camboriú; entenda

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Jet ski em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Carlos Souza, Arquivo NSC)

Um projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú pode suspender atividades aquáticas no período de pesca artesanal da tainha, que vai de 1º de maio a 15 de julho. A proposta, apresentada pelo vereador Elizeu Pereira (MDB), mira na orla das seis praias agrestes – Laranjeiras, Estaleiro, Estaleirinho, Taquaras, Taquarinhas e Pinho.

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O rol de atividades que a proposta pretende proibir inclui surfe, stand up paddle, caiaques, jet skis, lanchas, veleiros e banana boats. O projeto também pretende suspender a navegação a menos de 1,5 mil metros da arrebentação, e a menos de 200 metros dos costões.

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Na justificativa, o parlamentar diz que a pesca artesanal da tainha é patrimônio de Balneário Camboriú, reconhecido em lei desde 2019, e alega que as atividades aquáticas prejudicam a pesca da tainha ao dificultar o cerco e afastar os cardumes. A proposta prevê que o município estabeleça pena de multa para quem descumprir as regras.

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A pesca da tainha já impõe restrições aos esportes náuticos em outras cidades no Estado, especialmente ao surfe. Os conflitos entre pescadores e surfistas são comuns. No caso de Balneário Camboriú, a tendência é que o projeto leva a embates entre a pesca e o setor do turismo, afetado pela pandemia.

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