Um projeto desenvolvido pelo Instituto Federal Catarinense (IFC) e pela Universidade de Bedfordshire, do Reino Unido, em parceria com a Epagri, permitirá aos piscicultores de Santa Catarina acompanhamento técnico eletrônico, e em tempo real, das condições de produção. O modelo consiste na captação de informações com uma sonda submersa, que são decodificadas e cruzadas para apontar ao piscicultor se há problemas, e as soluções possíveis.

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A pesquisa iniciou há cerca de dois anos, quando o software passou a ser abastecido com informações técnicas. Agora, chegou à fase da instalação das sondas. A primeira está na estação experimental da Epagri que funciona dentro do campus do IFC em Camboriú, onde são produzidos lambaris em cativeiro.

Até o fim do ano, o protótipo também será instalado em Massaranduba, numa propriedade produtora de tilápia, e em Luiz Alves, numa propriedade produtora de jundiá, ambas selecionadas pela Epagri.

A expectativa é que o software esteja disponível para a piscicultura catarinense em 2021. A ideia é que o produtor possa, diariamente, ter uma orientação de manejo para aquele dia com base nas informações medidas pelos equipamentos, como temperatura, nível de chuvas e PH da água – o que promete reduzir custos e melhorar o aproveitamento de uma cultura considerada delicada.

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Os pesquisadores alertam, no entanto, que o projeto não descarta o acompanhamento de um técnico de "carne e osso", indispensável para o setor. Santa Catarina é um dos cinco estados que mais produzem pescado em cativeiro no país.

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