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    Risco de desperdício

    Proposta do Hemosc para Itajaí deve contrariar expectativas da OAB e da Câmara de Vereadores

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    08/09/2019 - 15h53
    Foto: Pancho, Arquivo NSC
    Foto: Pancho, Arquivo NSC

    A Câmara de Vereadores de Itajaí recebe nesta segunda-feira (9) uma audiência pública, proposta pelo vereador Rubens Angioletti (PSB), sobre a implantação de uma unidade do Hemosc na região. O pedido é antigo, e foi endossado na última semana por uma campanha da OAB. O médico Guilherme Genovez, diretor do Hemosc, participará da audiência. Mas a tendência é que a solução proposta pelo hemocentro contrarie as expectativas.

    Distribuição

    O entendimento do Hemosc é que não há demanda que justifique a abertura de novas unidades. Deve ser proposta uma agência de distribuição para os hospitais da região de Itajaí, com espaço para doações específicas. Ocorre que, nos últimos 10 anos, o avanço das cirurgias por laparoscopia e a mudança mundial de parâmetros para indicação de transfusão de sangue reduziram a demanda por bolsas.

    Aliado a isso, a crise que levou o Hemosc a suspender coletas externas a partir de 2016, por atrasos nos repasses estaduais, fez cobrar de hospitais o uso racional das bolsas de sangue. O resultado foi menos desperdício.

    Tem custo

    Cada bolsa de sangue doada custa em média US$ 200 para ser mantida, e o prazo de validade é de 42 dias. O esforço do Hemosc, no momento, é para ter o máximo possível de doadores cadastrados, para que atendam às demandas específicas de tipo sanguíneo. Sempre há espaço para quem está disposto a uma boa ação.

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