PT pede impugnação do mandato de Ana Caroline Campagnolo

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O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores em Itajaí apresentou nesta quarta-feira ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) um pedido de impugnação do mandato da deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL). O PT afirma que ela cometeu abuso de poder econômico com base na prestação de contas feita pela candidata, que foi reprovada pela Justiça Eleitoral.

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As contas de Campagnolo foram rejeitadas por quatro votos a três. Os problemas apontados pela Secretaria de Controle Interno e Auditoria (SCIA) do TRE-SC dizem respeito a seis despesas eleitorais que somam R$ 962, e à transferência de R$ 589 para a conta pessoal da candidata.

O relator, Vivaldo Bridi, reconheceu que os valores são “inexpressivos”, mas ressaltou que impedem a aprovação das contas porque não é possível afirmar de onde vieram.

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— Poderiam advir, por exemplo, de alguma fonte desconhecida ou mesmo vedada — afirmou.

O montante transferido à conta pessoal de Ana Caroline corresponde a gastos com combustível, sonorização e anúncio em redes sociais, segundo a defesa. O valor teria sido pago pela própria candidata, que foi ressarcida depois. A deputada recorreu da reprovação de contas ao TRE-SC.

O que diz a defesa

O advogado Augusto Wanderlinde, que representa a deputada eleita, disse que "não tem o que declarar (sobre a ação) porque não tem fundamento ou amparo legal, e deve ser rejeitada de pronto pela Justiça Eleitoral".

Em dezembro, quando as contas foram rejeitadas, ele afirmou que houve um equívoco na prestação de contas.

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— Em momento algum ela agiu de má fé. A deputada eleita incluiu tudo na declaração (de prestação de contas), mas houve uma orientação equivocada — disse.

"Oposição sistêmica"

Em nota, o PT Itajaí informou que a ação de impugnação é “apenas um dos pontos de um planejamento de oposição sistêmica a qualquer projeto de poder que ameaça a convivência social através da cultura do medo”.

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Ana Caroline Campagnolo virou notícia, logo após as Eleições, ao criar um disque-denúncias contra professores que se manifestassem contrários à eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência.

Em novembro, a Justiça determinou a retirada do conteúdo das redes sociais, sob o entendimento de que se trata de cerceamento à liberdade de expressão em sala de aula, e de “exploração política” de crianças e adolescentes. A deputada recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).