O senador Jorge Seif (PL) requereu uma licença de 15 dias para tratamento de saúde no Congresso Nacional. O documento, que leva assinatura de três médicos do Senado, tem validade a partir de 10 de maio – um dia após a live em que o senador catarinense apareceu alterado e fez um novo pedido de desculpas por ter comparecido ao megashow da Madonna no Rio de Janeiro.

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A live de Seif aprofundou uma saia-justa com a base bolsonarista e causou preocupação entre os seguidores.

O pedido de licença, que é sigiloso, foi descoberto e publicado pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. O laudo é assinado pelo psiquiatra Bruno Andrade Jess e pelos médicos do trabalho Hugo Ricardo Valim de Castro e Charles Carvalho, que atuam no serviço de Junta Médica do Senado. O documento não traz justificativa para o afastamento.

A assessoria do senador informou que ele não irá se pronunciar sobre o atestado.

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Live Jorge Seif
Live Jorge Seif

Abalo e fogo amigo

Fontes próximas a Seif relataram que as cobranças da base bolsonarista pela participação no show da Madonna desestabilizaram o senador, que foi bastante criticado por apoiadores. Próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o chama de “zero-seis”, Seif foi eleito com os dois pés no bolsonarismo, logo em sua estreia nas urnas – e fez uma votação recorde.

Seif pede desculpas por ter ido ao show da Madonna: “decepcionei meu eleitorado”

Seif passa por um momento delicado no mandato: ele também enfrenta um processo de cassação por suposto abuso de poder econômico, que está em fase de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – e o apoio do bolsonarismo é considerado fundamental para manter as chances de escapar de uma condenação.

Para piorar o cenário, corre no ar a suspeita de fogo amigo. Fontes do PL afirmam que por trás do movimento de “fritura” do senador está uma colega da bancada catarinense no Congresso, que também integra a base do partido. A parlamentar estaria interessada em concorrer à vaga de Seif no Senado, e em ocupar o posto de “membro da bancada mais próximo de Bolsonaro”, que é do senador.

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