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Sinal amarelo para privatizações em meio à pandemia pode atingir SC

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Por Dagmara Spautz
06/05/2020 - 08h53 - Atualizada em: 06/05/2020 - 09h16
Aeroporto de Navegantes (Foto: Luiz Carlos Souza)
Aeroporto de Navegantes (Foto: Luiz Carlos Souza)

A desistência da Boeing em adquirir a divisão de aviação comercial da Embraer, um negócio de US$ 5 bilhões, chamou atenção para as consequências da pandemia do novo coronavírus nas grandes transações comerciais. Embora não tenha relação com o programa de desestatização do governo federal, o exemplo acende o sinal amarelo nos pacotes de privatização e venda de ativos, aposta do governo para movimentar o caixa em meio à crise.

A incerteza sobre os rumos da economia mundial após a pandemia faz sombra sobre as grandes negociações, que envolvem compradores internacionais. A instabilidade política brasileira – crise elevada ao quadrado nas últimas semanas, com as recentes trocas ministeriais – tampouco ajuda a ganhar a confiança dos investidores.

O cenário de recessão mundial coloca um grande ponto de interrogação sobre a viabilidade de leilões como o do Bloco Sul da Infraero, que inclui os aeroportos de Navegantes e Joinville, e deve ser lançado no segundo semestre. O modelo vende os terminas em “pacote”, e exige um grande um investimento. Por isso, atrai especialmente empresas e consórcios internacionais. Ano passado, empresas europeias arremataram as principais ofertas de aeroportos do governo, no Nordeste e no Sudeste.

Por e-mail, o Ministério da Infraestrutura informou à coluna que, até o momento, o cronograma dos leilões da 6ª rodada está mantido, incluindo o Bloco Sul.

Ministro confiante

Na última semana, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que há empolgação no mercado internacional com as oportunidades oferecidas pelo Brasil. Falou que o país “segue firme” com o programa de concessões e leilões e citou que a desestatização de portos, rodovias e ferrovias está em pleno andamento.

O ministro da Infraestrutura falou em alcançar os R$ 150 bilhões previstos em injeção de recursos com o programa de desestatização este ano. Por outro lado, o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou dias antes que o governo não conseguirá bater a meta, que exige a venda de 300 ativos em 2020, porque não há ambiente no mercado.

Porto na lista

Um dos ativos incluídos pelo governo federal no plano de desestatização é o Porto de Itajaí. Havia expectativa de que o processo de concessão ocorresse em breve, mas o plano de trabalho para os estudos de viabilidade foi aprovado este mês com prazo de 28 meses, o que indica que o edital não sai em menos de dois anos. A expectativa é que o governo federal entregue 100% das operações no porto, mas mantenha a autoridade portuária pública e municipal.

“O investidor só está esperando para ver quais são as melhores oportunidades. E as melhores oportunidades estão aqui”

Do otimista ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, sobre a continuidade do programa de privatizações e venda de ativos.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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