Parte dos mais de 2 mil funcionários da Fundação Univali, mantenedora da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), ainda não recebeu o salário de maio. Por falta de dinheiro em caixa foram priorizados os pagamentos menores, e os 647 salários que mais pesam na folha tiveram o depósito adiado.

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A previsão de pagamento é no dia 15, semana que vem. Luciana Merlin Bervian, secretária executiva da Fundação Univali, diz que o atraso no envio de verbas públicas – em especial o Fies, do governo federal – é um dos principais motivos para a crise. A expectativa é receber o primeiro pagamento do ano, de R$ 4 milhões, até o fim do mês. Somente em 2017, o Fies repassou R$ 49 milhões à universidade.

Outro impasse vem da concorrência com novas modalidades, como o ensino à distância. A Univali não divulgou qual é a perda, mas a informação é de que há redução de matrículas e de créditos contratados pelos alunos – uma tendência que já vem desde 2013, mas foi agravada pela retração econômica do país.

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No mês passado um dos primeiros atos do novo reitor, Valdir Cechinel Filho, foi determinar a redução de custos. Entre outras medidas, o documento suspendeu a liberação de dinheiro para treinamentos, congressos e seminários que não estejam previstos em orçamento e autorizados pelas vice-reitorias, e suspendeu a contratação de novos funcionários ou estagiários.

A nova gestão decidiu adotar uma postura “mais mercadológica”, e está revendo a estrutura funcional e as áreas de negócios da fundação. Hoje, 80% da receita vai para a folha de pagamento. A revisão financeira na Univali não atingirá o ensino, garante Luciana.

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Débito

A Univali tem hoje uma dívida de R$ 50 milhões, fruto de um empréstimo feito, no ano passado, para protelar o pagamento de outros débitos bancários e para saldar férias e 13º dos funcionários. Desde então, uma comissão já vinha analisando as contas da Fundação.

A universidade é comunitária, e possui campi em Itajaí, Balneário Camboriú, Biguaçu, Florianópolis, Piçarras, São José e Tijucas.

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