Um quarteirão inteiro abandonado, em ruínas, o telhado aos pedaços, lixo em volta, mato, ausência de portão, entra e sai de usuários de drogas. No dia 25 de janeiro, um carro queimado e um corpo carbonizado vítima de homicídio. Tudo isso em um terreno onde ficava uma escola frequentada durante décadas por crianças e adolescentes.

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O espaço abrigava desde 1974 a Escola de Educação Básica Dayse Werner Salles, na Rua Cristóvão, bairro Capoeiras, em Florianópolis. Em 2014, a unidade foi fechada. Hoje, o colégio segue aos escombros e, o pior, invadida por criminosos, gerando medo e insegurança.

Nas redes sociais há recordações e pedidos de recomeço de quem conviveu com os anos de ensino: “Já foi escola modelo de Florianópolis. Vivi os melhores dias da minha vida ali. Muitas amizades. Algumas permanecem até hoje”; “Esse é o lugar sagrado de muitas crianças, jovens que por ali passaram viveram e conviveram, interagiram, socializaram com conhecimento, experiências”, “Escola do nosso coração!!! Continuamos lutando por ela”.

A Dayse Salles tem a lateral voltada para a Avenida Ivo Silveira e fica a três quadras do novo complexo de três torres da Secretaria da Segurança Pública, que ao se transferir para o Continente prometeu pacificar a redondeza. A morosidade do poder público e das autoridades durante anos para resolver a questão é espantosa.

Houve várias reuniões, encontros, audiências, vistoria e mobilização. Só agora, finalmente há perspectivas curtas de ações. Indagada, a Secretaria de Estado da Educação informou que no dia 28 de dezembro de 2017 foi publicada a lei 17.424, em que foi autorizada a transferência e a regularização do imóvel para Universidade do Estado de SC (Udesc).

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A secretaria de Educação e o promotor Davi do Espírito Santo garantiram que a Udesc se comprometeu a cercar a área com uma tela reforçada como medida de segurança até que a nova escola seja construída. O promotor se reuniu na segunda-feira passada com a universidade e marcou nova reunião para o dia 8.

Situações como esta deveriam servir para a criação de um plano macro e integrado de segurança pública e comunitária no Estado, acelerando o engajamento dos órgãos envolvidos e por que não também a iniciativa privada e a sociedade em si.

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