Na última sexta-feira (5) seria o dia que o nosso querido Berbigão do Boca completaria 29 anos de existência, e também de abertura do carnaval.

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Troquei uma ideia com o Paulo Abraham (Boca) e Alan Cardoso (artista plástico). A conversa rolou no ateliê onde Alan, minunciosamente, confecciona os bonecos em homenagem àqueles que um dia fizeram parte da cultura da cidade. Falamos sobre como o bloco foi fundado lá no início da década de 1990 e foi crescendo, a ponto de ser uma festa que leva mais de 100 mil pessoas.

Paulo Abraham, o Boca, comenta sobre o bloco carnavalesco

Homem sentado de máscara junto a imagens carnavalescas
Boca comenta sobre criação do bloco de carnaval (Foto: Arquivo Pessoal)

Para o querido Boca, na época, a reunião de apenas oito amigos inspirados no bloco pernambucano Bacalhau do Batata foi despretensiosa, e com o intuito de, apenas, criar algo que fosse bacana para a cultura carnavalesca local. Quando o número de adeptos foi crescendo, aí sim, veio a ideia de tornar a festa o pontapé inicial do carnaval.

Alan Cardoso, o artista plástico

Homem com máscara sentado em banco em seu ateliê
Alan é responsável pela confecção dos bonecos gigantes que marcam o desfile do Berbigão do Boca (Foto: Arquivo Pessoal)

Alan é dono de uma satisfação sem tamanho quando o assunto é ter como responsabilidade, a confecção dos bonecos gigantes que trazem à vida velhos aliados da cultura, mas que partiram desta para uma melhor. Nas 35 representações é possível encontrar compositores, musicistas, artistas plásticos, baluartes do carnaval, passistas, e reis momos. Todos são reproduzidos com o singelo olhar do artista.

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Carnaval em 2021

Se não estivéssemos atravessando esse período fatídico que envolve a Covid-19, a festa seria feita junto com as comemorações de aniversário do Mercado Público — o coração amarelo que pulsa no centro da capital dos catarinenses. 

A meu ver, não podemos mais lamentar. Afinal de contas, não termos a aglomeração que o Berbigão nos proporciona, nos dias de hoje, é sinônimo de cuidados com a saúde. Em outras palavras, vamos acumular essa vontade de curtir a festa até 2022. Haja espaço e berbigão para aguentar a saudade presa em cada folião. Não é mesmo?

Ahhh! Só pra lembrar. Essa conversa que tive com os queridos, faz parte das histórias de carnaval que iremos contar a partir deste sábado, no nosso Jornal do Almoço.

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