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Nova torre

Auditoria será feita no hospital Tereza Ramos, em Lages, por suspeitas de irregularidades

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Por Eduarda Demeneck
19/09/2019 - 12h09
Fotos: Câmara de Vereadores de Lages

A audiência pública sobre a situação da nova torre do maior hospital da Serra, o Tereza Ramos, em Lages, trouxe novidades a respeito da estrutura que começou a ser construída há seis anos e ainda não está pronta. Moradores, representantes políticos e empresariais da região lotaram o plenário da Câmara de Vereadores que contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino.

Segundo Zeferino, a nova estrutura está com 94% das obras físicas concluídas e 45% dos equipamentos e mobiliários adquiridos. Mas, para ser entregue será preciso fazer uma auditoria por suspeitas de irregularidades. Esse processo precisa estar concluído antes do término das obras.

— As inconsistências foram verificadas e será necessária a contratação de uma auditoria externa para avaliar, na sua integralidade, toda obra do complexo novo do hospital Tereza Ramos — explicou o secretário.

A auditoria deve ser realizada até o fim deste ano. A previsão é que a nova torre, que possui mais de 90 leitos para o internamento, seja entregue no segundo semestre de 2020. O governo catarinense investiu mais de R$ 86 milhões no local. Para trabalhar na nova estrutura serão necessários cerca de 900 funcionários, por isso, a abertura dos andares deve ser feita de forma gradual.

— O modelo de gestão dessa unidade ainda não está definido, nós já estamos com alguns caminhos, mas, é preciso ser definido para que a gente possa ativar paulatinamente no segundo semestre do ano que vem — disse o secretário.

A falta dessa estrutura tem lotado a Unidade de Pronto Atendimento de Lages, que é a porta de entrada para o internamento no hospital. Nesta quarta-feira (18), 23 pessoas aguardavam internamento. Pacientes tem ficado até cinco dias na unidade a espera de leitos.

— A necessidade hoje de termos mais leitos é em virtude da demanda, os pacientes vem pra cá, permanecem conosco, mas, a Unidade de Pronto Atendimento não é o lugar para tratar essa patologia. Nós precisamos receber os pacientes e o mais breve possível transferi-los para os hospitais — comentou a diretora da UPA, Beatriz Montemezzo.

Ressonância magnética não deve ser consertada

Na audiência, o secretário de Estado da Saúde falou sobre o aparelho de ressonância magnética, que não está funcionando no hospital. Segundo ele o aparelho, que já quebrou por diversas vezes, é muito antigo e tem o prazo de validade para uso até o fim deste ano, por isso não será consertado. Mas, garantiu que um novo está em processo de compra. Enquanto isso, os pacientes internados e os de oncologia estão fazendo os exames na rede privada.

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