Exportações de SC caem para os EUA e China e crescem para países do Mercosul

SC registra recuo nas exportações de produtos industrializados como motores elétricos e partes de motores, principalmente em função dos impactos da crise tarifária dos EUA

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Exportações do estado a países do Mercosul crescem de janeiro a maio (Foto: Porto Itapoá, Divulgação)

Santa Catarina alcançou no período de janeiro a maio deste ano receita de US$ 4,9 bilhões com exportações, 6,4% mais do que nos mesmos meses do ano passado. As importações, no mesmo período, totalizaram US$ 14,1 bilhões, com crescimento de 7,8% na mesma comparação.

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Em maio, as exportações do estado alcançaram US$ 1,031 bilhão, 2,1% mais que no mesmo mês de 2024, o que indica ritmo um pouco menor que no mês anterior, abril, quando somaram US$ 1,079 bilhão, com alta de 6,7% na mesma comparação. As importações totalizaram no mês passado US$ 2,7 bilhões, com alta de 5% frente a mesmo mês de 2024.

No ano, até maio, os Estados Unidos seguiram como principal destino das vendas externas do Estado, com receita de US$ 702,6 milhões, o que significa recuo de 3,3% frente aos mesmos meses de 2024. A China também continuou como segunda colocada nas compras de SC, com US$ 502,3 milhões e queda de 2,5% frente aos mesmos meses do ano passado.

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O observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, que acompanha a balança comercial do estado, destaca que as vendas para a Argentina foram destaque, como terceiro maior destino das exportações de SC, somando US$ 369 milhões e crescimento de 34,8% até maio. Outros países do Mercosul também registraram avanço nas compras de SC, como o Chile (31,3%), Uruguai (17%) e Paraguai (4,6%).

As vendas de carnes de aves seguiram liderando o faturamento de SC lá fora, com US$ 946,8 milhões no ano até maio e crescimento de 14,2% em relação aos mesmos meses de 2024. Mas o impacto da suspensão de vendas para parte dos mercados em função do caso da gripe aviária no Rio Grande do Sul começou a aparecer. SC obteve em maio receita de US$ 155 milhões com exportações de frango, -2,3% frente ao mesmo mês do ano anterior. Em volume físico (toneladas), as vendas do estado caíram -9,7% na mesma comparação em maio. No Brasil, as exportações de proteína de frango caíram 12,9% no mesmo mês frente a 2024, também pela restrição à gripe aviária.

A carne suína, segundo produto de SC em faturamento de exportações, alcançou US$ 683,5 milhões e teve um crescimento de 17,8% em receita. A soja, outro produto importante da pauta de SC no agro, somou receita de US$ 189,5 milhões e teve queda de 30,6%.

Segundo o observatório, as vendas de motores elétricos tiveram recuo de 19,2% frente aos cinco primeiros meses do ano passado e somaram receita de US$ 233 milhões. Partes de motores tiveram queda de vendas de 20,6% e somaram faturamento de US$ 171,2 milhões.

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A redução dos valores de exportação de soja ocorre principalmente pela boa safra da América Latina, que derrubou os preços e, também, pela estabilidade na demanda mundial. O recuo nas vendas externas de motores elétricos e partes de motores está ligado às mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos e instabilidade econômica em função disso, que vem desde o começo deste ano.

Importações

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As importações catarinenses seguem crescendo e tiveram dois destaques de janeiro a maio. As compras de aços laminados planos, que cresceram 266,8% até maio e alcançaram US$ 256,3 milhões; e as importações de veículos, que avançaram 32,7% e somaram US$ 247,7 milhões.

Mas o produto de maior representatividade nas importações de SC continua sendo uma matéria-prima, o cobre refinado, com crescimento de 6,1% e total de US$ 564,6 milhões. O segundo item mais importado é peça de veículos, com crescimento de 16,2% desde janeiro e valor de US$ 376,1 milhões.

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