Jorginho Mello convence Bolsonaro a não vetar o Refis do Simples

Compartilhe:

Jorginho Mello (D) alertou Bolsonaro sobre a importância de não vetar o Relp (Foto: Divulgação, BD)

A quinta feira foi de reviravolta nas decisões da equipe do Ministério da Economia. A pasta havia decidido vetar totalmente o projeto do Refis do Simples, denominado Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp), de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC). Mas no fim da tarde, o parlamentar ligou para Jair Bolsonaro e o convenceu de que o programa é necessário. Aí o presidente pediu para o ministro Paulo Guedes tomar as medidas necessárias para a sanção, cujo prazo se encerra nesta quinta.

Continua após a publicidade

Saiba como receber notícias do NSC Total no WhatsApp

– Vetar agora o programa é um absurdo. Foi uma matéria articulada com o Ministério da Economia. Como é que vão vetar? Vão tirar 600 mil empresários do Simples. Falei isso para o presidente e ele bancou a sanção –afirmou o senador, que também é presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa.

Continua após a publicidade

Jorginho Mello disse que ligou também para Paulo Guedes, que está de férias nos Estados Unidos. Lembrou que tudo foi muito negociado, que ele também participou de reuniões sobre o projeto, inclusive com Guilherme Afif Domingos. O ministro contou que o presidente já havia falado com ele e que encaminharia a sanção.

– O Relp não prejudica a arrecadação. O empresário da pequena empresa afetado pela pandemia já está com tributos atrasados, não vai pagar. Esse programa é uma forma de aumentar a arrecadação. O Pronampe deu dinheiro para as empresas ficarem em pé. Agora, o Relp, vai permitir que elas paguem as dívidas – observa o parlamentar.

O plano para vetar totalmente o Relp pegou o senador catarinense de surpresa. Ele contou que foi informado por uma assessora de que a informação estava no site do Valor Econômico. Daí foi cobrar uma posição do presidente Bolsonaro para evitar o veto.

A Receita Federal é contra a aprovação de Refis ou programas com o objetivo de parcelar tributos de devedores. A aposta da instituição era encaminhar as negociações dentro da lei das transações, que teve o prazo estendido para até 25 de fevereiro. Caso o projeto fosse vetado, seria mais um problema político para Bolsonaro administrar em ano que pretende disputar a reeleição.