A segunda pesquisa do Ipec sobre as Eleições 2022 em Santa Catarina não serve para antecipar o resultado de 2 de outubro. Tampouco deve-se extrair “tendências” dos dois levantamentos disponíveis uma vez que estas dependem de um terceiro ponto no gráfico. Feitas as ressalvas e conhecido o contexto da disputa em Santa Catarina, os números sugerem a existência de apenas uma vaga em disputa no segundo turno: a de Carlos Moisés (Republicanos).

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O número 22 alçou Jorginho Mello (PL) a posição vantajosa em relação a Esperidião Amin (PP) e Gean Loureiro (União), que também tentaram colar no presidente Jair Bolsonaro (PL). Os respectivos percentuais de 20%, 15% e 14% representam empate técnico, mas também indicam uma preferência do bolsonarismo raiz. No Estado mais bolsonarista do país, sem o impacto de fato novo até a votação, parece ser suficiente.

Ao governador, o levantamento trouxe notícias preocupantes. Três pontos a menos na pesquisa estimulada (23% para 20%), dois na espontânea (12% para 10%), quatro na expectativa do eleitor sobre quem vencerá (26% para 22%), liderança na rejeição (27%), revés na simulação de segundo turno com Jorginho (42% a 36%) e vitória apertada quando o adversário é Amin (39% a 38%). 

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A margem de erro, não custa lembrar, é de três pontos percentuais para mais ou para menos, conforme a ficha técnica da pesquisa.

Sobrou, como indicador positivo, a avaliação do governo, que teve melhora, também dentro da margem de erro. Para estar no segundo turno, Moisés terá de aferrar-se aos 35% que avaliam o governo como bom ou ótimo. Segundo o Ipec, 40% desse grupo pretendem votar nele.

Concorrendo com Moisés estão, em primeiro lugar, os próprios Amin e Gean, políticos menos comprometidos com o bolsonarismo e que também podem apresentar-se como alternativa ao governador contra Jorginho. Embora um ponto abaixo de Amin (14% a 15%), o ex-prefeito de Florianópolis indica viés de alta enquanto o senador estabilizou. Para permanecer nessa toada, terá de amealhar votos fora da região metropolitana da Capital, onde já aparece com 30%.

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É provável que Gean e Moisés travem luta particular nos últimos dias de campanha, mas com um quinto candidato correndo por fora: o petista Décio Lima (PT), que subiu quatro pontos, para 10%, e tem potencial de crescimento, uma vez que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 27% na pesquisa presidencial em Santa Catarina. A questão é se Lula conseguirá transferir votos ao ex-prefeito de Blumenau.

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Pesquisas eleitorais são utilíssimas para medir a temperatura da campanha. Nas pistas sugeridas pelos números do Ipec, há um cenário desenhado. Mas que não se ignore os limites da ferramenta. Segundo o Ipec, 55% dos eleitores admitem a possibilidade de mudar de ideia sobre o candidato preferido. Some-se aos 10% de indecisos e a eleição está completamente aberta.

Definição mesmo, só com o eleitor no dia 2.

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