nsc
    nsc

    Investigação

    Polícia indicia ex-diretor do Samae de Blumenau por peculato na operação Soldo Inflado

    Compartilhe

    Evandro
    Por Evandro de Assis
    30/03/2021 - 16h34
    Dinheiro apreendido estava na casa de diretor que concorreu a vereador em 2020
    Dinheiro apreendido estava na casa de diretor que concorreu a vereador em 2020 (Foto: Divulgação)

    A Polícia Civil indiciou o ex-diretor de Operações do Samae, Guto Reinert, por peculato na investigação relacionada à operação Soldo Inflado, desencadeada em dezembro de 2020. O inquérito, que investiga supostos pagamentos irregulares a funcionários da autarquia e o uso do dinheiro na campanha a vereador de Reinert, foi concluído nesta terça-feira (30). Segundo o delegado Lucas Almeida, a apuração encontrou indícios de que os R$ 202 mil apreendidos na casa de Reinert teriam origem em uma espécie de "rachadinha" com servidores. Um ex-gerente não identificado pela polícia foi indiciado por peculato culposo.

    — Quando foi apreendido, esse dinheiro não tinha origem. Conforme depoimentos, há indícios de "caixinha" e inclusive de crimes eleitorais.

    Com a conclusão, a investigação segue agora para o Ministério Público, que deve decidir se apresenta denúncia à Justiça.

    ​> Receba notícias de Blumenau e região direto no Whatsapp.​

    A operação teve origem em um inquérito aberto pelo promotor Hélio Fiamoncini para averiguar supostas discrepâncias entre horas trabalhadas e valores pagos a servidores do Samae em horas extras e sobreaviso. Desde o início, o procedimento tem como alvo o ex-diretor de Operações do Samae, Guto Reinert. Ele concorreu a vereador pelo Podemos nas Eleições 2020 e conquistou 2.045 votos, o suficiente para ficar com uma das duas cadeiras do partido na Câmara. Porém, teve a candidatura negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por não deixar o cargo de diretor dentro do prazo estabelecido pela lei.

    Além da investigação criminal, conduzida pelo delegado Lucas Almeida, há um inquérito civil em andamento no MP para apurar as responsabilidades dos servidores públicos envolvidos.

    Em junho, quando o promotor abriu o inquérito, a direção do Samae havia defendido os pagamentos aos servidores porque eles estariam cumprindo um sistema de escala para evitar aglomerações e para "monitorar a situação" da falta de chuva registrada em 2020. Depois da operação Soldo Inflado, a administração municipal mudou de tom e anunciou uma auditoria no Samae, além de uma sindicância interna para apurar os fatos.

    O crime de peculato tem pena prevista de até 12 anos de prisão.

    Contraponto

    A coluna ainda não conseguiu contato com Guto Reinert para comentar as suspeitas levantadas pela investigação.

    Receba textos e vídeos do colunista Evandro de Assis direto no WhatsApp. Basta clicar aqui.

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas