A Copa do Mundo de 2026 começou exatamente como o México sonhava. Em casa, no histórico Estádio Azteca, diante de uma multidão que transformou a abertura do torneio em uma celebração nacional, os mexicanos venceram a África do Sul por 2 a 0 e deram o primeiro passo na competição.
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México vence a África do Sul em jogo marcado por expulsões na estreia da Copa do Mundo 2026
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Poucos lugares do futebol mundial têm uma ligação tão forte com a Copa quanto o Azteca. Foi palco de títulos de Pelé e Maradona e agora volta a ser cenário de mais um capítulo da história do Mundial. A torcida mexicana entendeu o tamanho do momento e entregou uma festa à altura.
Confira imagens da abertura da Copa do Mundo e da vitória do México
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Assisti ao jogo em conexão, no aeroporto de Santiago, no Chile. Havia poucos motivos de Copa no aeroporto, talvez em função da Seleção chilena, que não classificou para o Mundial. Mas o que vi foi que dentro de campo, o México correspondeu à atmosfera criada nas arquibancadas. O Azteca é fantástico e estava cheio e maravilhoso.
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A equipe mexicana comandou a disputa do início ao fim, sem permitir que a África do Sul encontrasse caminhos para equilibrar. A pressão foi intensa desde os primeiros minutos, com domínio territorial, recuperação rápida da bola e volume ofensivo. O gol que abriu o placar foi rápido e consequência natural desta pressão e de uma equipe que se impôs desde o apito inicial.
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Depois da vantagem, o México mostrou maturidade. Em vez de acelerar desnecessariamente a partida, controlou os espaços e administrou o confronto com posse de bola trabalhada e dando tempo ao jogo.
A África do Sul praticamente não criou situações de perigo. Os mexicanos circularam a bola com paciência, encontraram espaços e construíram o segundo gol em uma jogada que resumiu bem a atuação: troca de passes, organização coletiva e eficiência na conclusão com o artilheiro Raul Jiménez.
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Rigor de Wilton Sampaio vai ser regra?
A abertura do Mundial também deixou uma mensagem importante da arbitragem. O brasileiro Wilton Pereira Sampaio teve uma atuação segura, sem interferências desnecessárias e com decisões corretas nos momentos mais importantes. Mas o dado que chama atenção são as três expulsões registradas na partida, consideradas pela imprensa internacional como exageradas, mas que podem ser um indicativo de que a orientação para os árbitros é de rigor maior. Algo que a sequência de partidas vai confirmar ou não.
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Outro aspecto interessante foi o ritmo do jogo. Houve pouco espaço para antijogo (parece que os jogadores não querem correr o risco de ficar fora da partida por uma hora), com jogadores simulando lesões ou demorando para reiniciar a partida. A bola rolou e a sensação foi de um futebol mais contínuo. Se isso for consequência das novas regras e orientações para combater o antijogo, a Fifa pode ter encontrado um caminho importante para melhorar o espetáculo.








