*De Boston, nos Estados Unidos

Brasil x França não é apenas um amistoso em Boston. Virou um grande teste de credibilidade. A Seleção Brasileira chegou na noite desta quarta-feira ainda mais remendada, agora sem o zagueiro e capitão Marquinhos. Uma péssima notícia. Já estava sem nomes pesados como Alisson, Gabriel Magalhães, Alex Sandro, Bruno Guimarães, Estêvão e Rodrygo. É uma espinha dorsal inteira fora do jogo e da data Fifa.

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Ancelotti tem nova dor de cabeça e titular da Seleção Brasileira vira desfalque contra a França

E é justamente no cenário deste Brasil x França que o técnico Carlo Ancelotti precisa mostrar porque foi contratado e porque é um dos melhores treinadores de todos os tempos. Mais do que o resultado, a partida desta quinta-feira vai cobrar jogo coletivo, organização e competitividade.

Brasil x França e as imagens da Seleção Brasileira

Amistoso contra a França é teste de postura, tamanho e ambição para Seleção Brasileira

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A nova linha defensiva do Brasil é praticamente um laboratório em campo: Wesley, Ibáñez, Léo Pereira e Douglas Santos formam um quarteto inédito. E eles vão encarar a França! O teste não poderia ser mais exigente. Do outro lado, tem um setor ofensivo destruidor de defesas, liderada por Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé, que pode ter Doué e Olise. São jogadores talentosos e que vivem de explorar exatamente o tipo de desajuste que uma defesa improvisada ou desentrosada costuma oferecer.

É o tipo de jogo que não permite erro de posicionamento, de tempo de bola ou de cobertura. Ou a linha funciona coletivamente e o time está compacto, ou a defesa estará exposta.

Boston, Brasil x França, e clima que reforça a frieza americana com a Copa do Mundo 2026

Para Ancelotti, o desafio vai além da escalação. É um Brasil x França em que a Seleção precisa competir como time, diminuir espaços, proteger melhor a área e oferecer respostas também com a bola. Porque, se defensivamente o cenário preocupa, ofensivamente o Brasil ainda tem talento suficiente para equilibrar forças, com Martinelli, Vini Jr. Matheus Cunha e Raphinha.

Boston não vai definir o futuro da Seleção, mas pode indicar o caminho. E, diante de tantas ausências, talvez seja justamente o tipo de prova que revela muito mais sobre o trabalho o treinador.

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