Faltam pouco mais de dois meses para a Copa do Mundo 2026 e Boston, uma das sedes americanas do Mundial, ainda não respira ares e nem tem clima para competição, o que não chega a ser uma novidade nos Estados Unidos. Nem mesmo o jogo de quinta-feira, entre Brasil x França, duas das mais tradicionais e fortes seleções do futebol mundial, encontro que pararia e agitaria qualquer grande cidade de um país com cultura de Copa, chama atenção da população local.
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Os protagonistas da semana e da Seleção Brasileira
Neste domingo à noite, o que parou o centro da cidade, dando filas no entorno do TD Garden, foi o jogo do Boston Celtics contra o Minnesota Timberwolves, pela NBA. Até eu fui ver, para vivenciar a experiência do basquete americano.
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Mas caminhando no final de semana pelo centro da cidade, e pelos arredores, em cidades vizinhas como Cambridge, onde fica Havard, a mais famosa das universidades, o que se vê é que não há praticamente nada que remeta ao torneio. Não há bandeiras, não há campanhas visuais, não há sinalização urbana que conecte o cotidiano da cidade à Copa do Mundo que se aproxima.
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O indício concreto está discreto: um relógio de contagem regressiva posicionado ao lado do histórico mercado público, atrás da prefeitura. Isolado, quase tímido, ele contrasta com a dimensão global da competição. Há também alguns cartazes que anunciam venda ou brindes com ingressos para Copa em lojas do comércio local.
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Em frente à prefeitura, uma ampla esplanada já está definida como palco da Fifa Fan Festival de Boston. Ela segue vazia, sem estruturas, sem placas, sem qualquer aviso ao público, algo que sinalize “aqui vai ser a praça Fan Festival Fifa World Cup”. Nada! Nem mesmo um convite que indique que aquele espaço será ponto de encontro de torcedores do mundo inteiro em poucas semanas.
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A ausência de ambientação chama atenção especialmente porque Boston vai receber seleções importantes, como a França, Inglaterra e até a Noruega, candidata a ser umas das surpresas da Copa do Mundo. Vão ser sete partidas no Gillette Stadium, em Foxborough. O amistoso desta quinta entre Brasil e França, no mesmo estádio, já serve como prévia do que a cidade deveria começar a viver desde já. Imagina se fosse no Brasil, na Itália ou na própria França.
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O cenário ganha ainda mais contraste com o clima. Está frio. Nada comparado ao inverno rigoroso que os moradores viveram este ano, com termômetro abaixo de zero. A primavera chegou oficialmente sábado, dia 21, com temperatura baixa, apesar do sol. Nesta segunda-feira, a previsão é de frio intenso e até possibilidade de neve. A Copa do Mundo vai ser jogada na transição para o verão, que tem temperaturas que alcançam os 30 graus.
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Enquanto estou aqui, à espera da Seleção e do jogo de quinta, os jogadores iniciam a preparação longe daqui, em Orlando. Os jogadores estão se apresentando gradualmente. Os treinos acontecem a partir de hoje e ao longo da semana na Flórida. A delegação só chega a Boston na quarta-feira, no fim da tarde, às vésperas do confronto com a França. Até lá a gente vai conversando aqui.
*De Boston, nos Estados Unidos












