Na última hora, Carlo Ancelotti resolveu atender aos apelos, à pressão, e sem ter trabalho uma única vez com o atacante Neymar, resolveu chamá-lo para a Copa do Mundo 2026. É claro que as justificativas sempre são técnicas, mas a realidade é que Neymar fez pouco para merecer estar na lista.

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Como escrevi anteriormente, somente lesões sérias de jogadores importantes poderiam abrir espaço pra ele novamente na Seleção Brasileira. As lesões aconteceram. Estêvão e Rodrygo seriam titulares do time da Copa. Estêvão, inclusive, foi um dos principais jogadores neste ano de Seleção com Ancelotti.

Juntando apelos populares, pressão constante, e ausências importantes, Ancelotti deve ter pensado: “por que não?” e deu uma de Dom Pedro I, com um “se é para o bem de todos…” para se libertar dessa pressão.

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Mas a realidade é que o time foi formatado sem Neymar. A Seleção vai ter que mudar para encaixar o camisa 10 do Santos. Raphinha vai pra direita? Matheus Cunha vai jogar no meio? Neymar de falso 9? Porque se Neymar foi convocado, não é pra ser reserva.

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Ancelotti imitou Parreira em 1994, que só chamou Romário não última hora, na definição das Eliminatórias em 1993, quando a Seleção Brasileira estava ameaçada de ficar fora da Copa dos Estados Unidos. Romário explodiu, classificou a Seleção para a Copa e depois liderou o time na conquista do Tetra. Neymar vai carregar essa pressão de fazer o mesmo em 2026 que Romário fez em 1994.