A terça-feira (1º) teve bastidores agitados na política avaiana. Tudo por conta das decisões tomadas na reunião do Conselho Deliberativo de segunda-feira. Os conselheiros votaram o percentual (entre 60% e 70% do teto do funcionalismo federal) da remuneração fixa da diretoria executiva e criaram a possibilidade de remunerações extras, que seriam bonificações por desempenho administrativo/financeiro/esportivo na temporada — 14º e 15º salários.
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A aprovação gerou reações imediatas nas redes sociais avaianas, com críticas, e também nos opositores da nova gestão.
No meio da tarde, o Avaí divulgou em seu site e nas redes sociais uma nota em que a Diretoria Executiva se manifesta, abrindo mão dessa remuneração extra.
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“A Diretoria avalia que o rito estatutário foi seguido à risca pelo Conselho Deliberativo e agradece a seriedade do trabalho. Ainda assim, como parte de um planejamento de fortalecimento sustentável do clube, decidiu abrir mão da remuneração extra.”
No início da noite consegui falar com o presidente Júlio Heerdt que explicou a situação e a posição dele e do vice-presidente Bruno Comicholi.
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— Mesmo tendo total respeito com relação às decisões do Conselho Deliberativo, entendemos que vai ser um ano muito complicado finaceiramente. O momento é de austeridade e corte de gastos. Nesta terça me reuni com o vice-presidente e decidimos abrir mão desta possível bonificação, mesmo aprovada pelos conselheiros. Nós também entendemos e aceitamos as manifestações contrárias ao que foi aprovado.
O novo Estatuto do clube prevê, a partir deste ano, que a diretoria receba salário mensal. Isto foi aprovado no ano passado, mas faltava definir o percentual de remuneração com base no teto do serviço público federal — entre 60% e 70%. Na reunião do Conselho ficou aprovado o mínimo percentual, de 60%, o que dá um salário mensal em torno de R$ 24 mil. Na mesma reunião foi discutida e aprovada a criação da polêmica bonificação, agora descartada pela direção do clube.
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Confira a nota divulgada no site do Avaí:
A Diretoria Executiva do Avaí Futebol Clube renunciou a qualquer remuneração variável em 2022. A decisão é parte de um esforço empreendido desde o dia 1º de janeiro para melhorar a situação financeira do clube e atende clamor manifesto da torcida.
A fixação de remuneração dos dirigentes é atribuição do Conselho Deliberativo do Clube. Essa obrigação, definida em Estatuto, é parte essencial do processo de profissionalização da gestão.
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Na reunião de ontem, 31/01, o Conselho determinou que a remuneração fixa da diretoria executiva (presidente e vice) terá o menor valor possível, nos termos do Estatuto. Tomada a decisão, a Mesa Diretora do Conselho Deliberativo abriu a palavra aos Conselheiros e houve manifestações favoráveis à determinação de remuneração variável em caso de cumprimento de metas pré-estabelecidas. Foi proposto então que a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, conquista que gera grande volume de receitas para o clube, garantiria o pagamento de um 14º e um 15º salários aos diretores.
A Diretoria avalia que o rito estatutário foi seguido à risca pelo Conselho Deliberativo e agradece a seriedade do trabalho. Ainda assim, como parte de um planejamento de fortalecimento sustentável do clube, decidiu abrir mão da remuneração extra.
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