Os amistosos da Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti contra França e Croácia cumpriram exatamente o papel que se esperava deles: expor fragilidades, validar escolhas e, principalmente, oferecer respostas. Na derrota para os franceses, em Boston, diante de um adversário em outro estágio, pronto, e de elite, o Brasil sofreu, mas teve seus momentos, principalmente o início do segundo tempo.
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Amistoso escancara a diferença de estágio entre Brasil e França antes da Copa do Mundo
Na vitória sobre a Croácia, veio a confirmação de ideias e a consolidação de nomes. Em dois jogos, com contextos distintos, a Seleção mostrou que está em construção, mas já tem um caminho definido. Carlo Ancelotti não resolveu tudo, mas, mesmo com o tempo curto de trabalho, começa a desenhar um time com alguma identidade.
Confira as imagens de Brasil 3 x 1 Croácia
Individualmente, os testes foram produtivos. Léo Pereira, Ibáñez e Bremer entregaram competitividade, força física e capacidade de enfrentamento, atributos indispensáveis no cenário internacional. Mas o salto mais interessante veio do meio para frente. Luiz Henrique, Endrick e Danilo Santos formaram um trio que mistura mobilidade, agressividade e leitura de jogo.
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Onde estão os jogadores do Brasil eliminados pela Croácia na Copa do Mundo 2022
Endrick reforça a sensação de que a Seleção Brasileira tem um protagonista em formação, enquanto Luiz Henrique oferece drible, força física, agressividade e profundidade. Já Danilo acrescenta inteligência tática, capacidade de cobrir espaços no meio, com boa marcação e chegada no ataque. São peças que não apenas funcionam isoladamente, mas começam a se encaixar dentro de uma ideia coletiva. Os três têm que estar na lista final. Praticamente carimbaram presença no Mundial.
Boston, Brasil x França, e clima que reforça a frieza americana com a Copa do Mundo 2026
Uma das principais notícias é que há uma ideia. A Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti, hoje, parece desenhada para reagir, para usar muito bem os contra-ataques. E pode reagir bem contra grandes adversários. Contra a França, isso ficou claro. Um time confortável sem a bola, preparado para transições rápidas, para os contra-ataques. Falhou, mas tem jogadores capazes de atacar espaços e decidir em poucos toques. Foi o que apareceu bem contra a Croácia.
Em um cenário de Copa do Mundo, onde os jogos grandes são travados, físicos e muitas vezes definidos em detalhes, esse perfil pode ser determinante. Não é uma Seleção Brasileira dominante como em outras eras, mas pode ser um Brasil extremamente perigoso e competitivo.
O hexa, neste momento ainda parece distante, quase inimaginável. Mas o futebol não se constrói de certezas antecipadas e sim de processos, como a Argentina de 2022, que foi se moldando durante a Copa. E o que esses dois amistosos mostraram é que existe material, existe direção e existe margem de crescimento. Se não é ainda uma favorita, a Seleção Brasileira começa, ao menos, a se posicionar entre aqueles que podem chegar. E, em Copa do Mundo, estar nesse grupo já traz respeito dos adversários.
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