*De New Jersey, nos Estados Unidos

A Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti entra em campo neste sábado para a estreia no 23ª Copa do Mundo. É sempre um momento especial em Mundiais. Afinal, o que vai apresentar a Seleção que tem cinco conquistas e que sempre foi referência de futebol bem jogado?

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Desta vez, não se sabe o que esperar. Há potencial, talento, e capacidade para fazer uma boa estreia e uma boa Copa. Ao mesmo tempo, o time de Ancelotti ainda não se encontrou, com uma escalação definida e com um perfil de jogo estabelecido – e isso gera muitas dúvidas.

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Além de tudo isso, o adversário é forte. Marrocos foi semifinalista da Copa passada, no Catar, finalista da Copa Africana, e tem um time sólido que é a base dos últimos quatro anos.

Marrocos não vai esperar o Brasil, com medos, como em outros tempos, como foi em 1998, na França, quando a Seleção Brasileira venceu por 3 x 0, com Ronaldo, Rivaldo e Bebeto. Desta vez, o time africano não vai respeitar e vai pra cima. Como se viu no último amistoso, contra Noruega, Marrocos promete muita pressão e intensidade nos minutos iniciais. O lado direito com Hakimi e Brahin Díaz é fortíssimo.

Coletivas de Vini Jr. e Carlo Ancelotti

Acompanhei na tarde desta sexta, logo ao chegar nos Estados Unidos, no estádio de New Jersey/Nova York, as coletivas de Vini Jr. e Carlo Ancelotti. Foram duas entrevistas boas, respeitosas, mas com recados interessantes. Ancelotti garantiu que o Brasil tem time para ganhar de qualquer Seleção. E Vinicius reafirmou que a Seleção está na Copa para recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.

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Nada de declarações polêmicas, nem mesmo de revelações importantes. É o estilo dessa Seleção, que não tem nenhum jogador com esse perfil. Romário fazia isso muito bem em 1994, com promessas e declarações que davam um tom que transitava entre a confiança e a arrogância. Vini Jr. nunca foi assim e não vai ser. E Ancelotti é a elegância suprema.