Faltou o drible, faltou talento à Seleção Brasileira diante da Tunísia. Foi um adversário fechado e que pedia o brilho e um pouco da magia do futebol brasileiro. O único que fazia o que o jogo pedia e dava esperanças de uma boa jogada e algo especial era o garoto Estevão, que cada vez mais se torna imprescindível ao time do técnico Carlo Ancelotti.
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Brasil perde pênalti e só empata com a Tunísia no último amistoso de 2025
Mas faltou a ele um companheiro. E até, às vezes, assumir a condição de um novo protagonista com a camisa da Seleção Brasileira. Rodrygo fez pouco. Vinícius Jr não fez quase nada. E no sistema de Ancelotti não há um camisa 10, um meia que coloque atacantes na cara do gol ou que esteja por trás do centroavante para combinar jogadas e trocar passes e espaços.
Confira imagens do empate de 1 x 1 da Seleção Brasileira com a Tunísia
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O jogo ficou pobre, sem criatividade. Não havia espaços e, tirando Estevão, não havia quem pudesse gerar esse espaço. Nem mesmo a projeção dos laterais funcionou, mesmo com Wesley – um lateral ofensivo –, que jogou o primeiro tempo. Mesmo assim, a Seleção teve a chance de vencer. Mas Lucas Paquetá bateu pra fora o pênalti que daria a vitória no segundo tempo.
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Ancelotti segue fazendo seus testes e tentando achar soluções. Parece ter dois esquemas no time. Um deles com quatro atacantes, que deveria servir para jogos com defesas mais fechadas, como este jogo contra a Tunísia. E o outro com um terceiro jogador no meio de campo, que deve ser usado contra as seleções mais fortes, como a França, que o Brasil vai enfrentar no ano que vem em amistoso.
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O recado do treinador italiano é sempre de confiança, como se Ancelotti estivesse vendo algo que o olhar comum ainda não vê na Seleção atual. A torcida é para que ele esteja certo e realmente saiba o que está fazendo. Mas jogos como este – o empate com a Tunísia – passam poucos esperanças para a Copa 2026.









