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Florianópolis na remada: bons lugares para praticar stand up paddle

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Por Felipe Carneiro
16/02/2018 - 14h17 - Atualizada em: 16/02/2018 - 14h33

O amanhecer veio acompanhado pelo sol e no quarto ainda escuro pelas cortinas fechadas brilha a tela do celular com mensagens do grupo de whats app. Cinco amigas, cada qual com a agenda profissional cheia, trocam informações sobre onde iniciar o dia remando sobre pranchas de stand up paddle. Condições de vento e maré fazem parte da conversa, já que o esporte depende disso para o bom rendimento. Antes do trabalho, nada como aproveitar o que o nosso litoral tem de melhor para oferecer.

A representante comercial Cynthia Rech não tem paciência para aulas de academia, então tem no SUP mais um motivo para a prática, além de gostar do contato com a água e passear por locais menos acessados pelo grande público. “Semana passada fomos a uma pequena praia ali na Lagoa da Conceição. Paramos a prancha, demos um mergulho e ficamos um pouco por ali, sem ninguém.” – diz Cynthia. Para a médica veterinária Maria Eduarda Silva, o pranchão proporciona o contato com a natureza. As duas amigas introduziram Fernanda Gauber no esporte. Fernanda comprou equipamento há pouco tempo e está empolgada com o grupo formado. Juntas, fazem passeios que vão da Barra da Lagoa à Costa da Lagoa, por vezes. “Tem que ter um bom preparo físico para esse caminho, mas é possível se for pra passar o dia em função disso. Claro, fazendo paradas, sem pressa.” – completa Cynthia. Para elas, Pântano do Sul, Lagoa da Conceição, Lagoa do Peri, Barra da Lagoa e Santo Antônio de Lisboa são as melhores rotas do stand up da capital catarinense.

Cynthia Rech, Fernanda Gauber e Maria Eduarda Silva no canal da Barra da Lagoa.
Cynthia Rech, Fernanda Gauber e Maria Eduarda Silva no canal da Barra da Lagoa.
(Foto: )

Quem tem mais experiência rema até à noite. Roger Souto Mayor é proprietário do Floripa SUP Club, organiza grupos e dá aulas para os iniciantes começarem a entender sobre as condições e pequenas regras que envolvem o esporte. Com equipamento montado para o preparo de alunos na Lagoa da Conceição, Roger conclui dizendo que as aulas são fundamentais porque existem normas náuticas a serem cumpridas em trajetos de remada. “Os alunos precisam aprender sobre correntes e por onde passar quando outras embarcações estiverem na água”.

Alunos treinam na Lagoa da Conceição.
Alunos treinam na Lagoa da Conceição.
(Foto: )

Em Florianópolis o Stand Up Paddle é bem difundido e existem locais mais procurados para a prática. Os experientes gostam do mar e de surfar com as pranchas de mais de 9 pés. Iniciantes preferem lagoas ou a costa voltada ao continente, mais protegida do vento que influencia a corrente marítima.

Pensando nisso, observe a lista abaixo para montar o itinerário da remada quando puder e tenha outro ponto de vista sobre lugares conhecidos.

Lagoa da Conceição

Com rota que pode ir do Canto da Lagoa à Costa da Lagoa ou ao canal da Barra, é um ótimo lugar para iniciar. Uma boa dica é sair da Avenida das Rendeiras e margear a costa leste, onde o movimento de embarcações é menor e tem pontos de parada bem acessíveis para o descanso.

Bom passeio na Lagoa da Conceição.
Bom passeio na Lagoa da Conceição.
(Foto: )

Canal da Barra

A ondulação dos barcos e jet-skis pode atrapalhar quem ainda não tem o domínio da prancha. Se está confiante, atente-se à corrente.

Santo Antônio de Lisboa – Sambaqui

Ao margear a praia é um caminho de muita beleza, principalmente no fim da tarde, ao pôr-do-sol.

Calmaria na remada em Santo Antônio de Lisboa.
Calmaria na remada em Santo Antônio de Lisboa.
(Foto: )

Pântano do Sul

Bom lugar pra quem deseja iniciar no mar. Quase sempre sem ondas, a praia do Pântano do Sul emenda com a praia dos Açores, o que deixa uma grande área para a remada.

Lagoa do Peri.

Também protegida do vento, a Lagoa do Peri oferece boas condições para iniciantes e ainda guarda passeios como cachoeira para completar o dia.

Praia do Forte e Daniela

As praias do Forte e da Daniela são voltadas para o mar aberto e é melhor que o praticante já tenha certa experiência. As correntes são mais fortes, mas o passeio é belíssimo, especialmente ao fim da tarde.

Leia mais sobre verão na coluna de Felipe Carneiro em NSC Total

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