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Cidadania

Reconstrução de vida: a educação em presídio feminino

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Laine
Por Laine Valgas
19/11/2019 - 07h45
Foto: Denise Lacerda
Foto: Denise Lacerda

Um sistema prisional deveria oferecer, sabemos, a possibilidade de “reconstrução” de uma pessoa detida por um ato infracional. Via de regra, infelizmente, não é o que se vê – mas fico feliz em saber que temos exceções, muito bacanas, e bem perto da gente.

Falo das oficinas profissionalizantes oferecidas às reeducandas do Presídio Feminino de Florianópolis, viabilizadas pelo projeto “Mulheres, Mães, Cidadãs”, proposto pelo Conselho da Comunidade na Execução Penal da Capital (CCEPC) e financiado pelo edital de apoio a projetos para equidade de gênero do Fundo de Impacto para Justiça Social, do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM)

São quatro cursos, ministrados a 60 mulheres. O objetivo é facilitar a recolocação delas no mercado de trabalho quando saírem da prisão e diminuir a reincidência. Aliás, você sabia que pode colaborar esse o projeto e investir no Fundo? Basta clicar aqui.

Pra quem não sabe, o Fundo de Impacto para Justiça Social é formado por uma rede de pessoas e empresas que doam sistematicamente para garantir os direitos humanos.   O que você diria a mulher em privação de liberdade?   Recentemente, durante a oficina de manicure, oferecida pelo projeto, as mulheres receberam cartas.

Não eram de familiares, nem de amigos.

 Caio Berns/ICOM Floripa
(Foto: )

Desconhecidos assinavam as mensagens escritas no verso de cartões postais estampados por ilustrações criadas por 26 artistas voluntários que participaram da 4ª edição da Parque Gráfico – Feira de Arte Impressa, que ocorreu em agosto, na Capital catarinense.

As mensagens foram escritas por pessoas que passaram pelo evento e foram convidadas a responder a pergunta: “O que você diria a uma mulher em privação de liberdade?”. Cerca de 150 mensagens foram escritas para serem entregues às reeducandas.

As oito mulheres que participavam da oficina de manicure abriram os envelopes com curiosidade. Mostraram as artes e mensagens umas para as outras. Algumas choraram. Duas disseram: “parece que foi escrito pra mim”. Naquele momento, elas sentiram-se lembradas pela sociedade. A entrega dos cartões foi feita pelo ICOM.

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Laine Valgas

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