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Justiça

Recuperação judicial da Criciúma Construções incorporou 49% dos empreendimentos

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Por Lariane Cagnini
13/11/2018 - 18h11 - Atualizada em: 14/11/2018 - 09h29
Foto: Lariane Cagnini

Aprovado há quase dois anos, o Plano de Recuperação Judicial da Criciúma Construções já conseguiu incorporar 45 empreendimentos entre edifícios, casas geminadas e loteamentos. Isso corresponde a 49% do total de 92 obras que entraram no processo de recuperação. A maior parte, 47 empreendimentos, ainda não tem parcelamento de solo ou não foi registrada junto ao cartório de imóveis. Os números foram divulgados na tarde desta terça-feira.

O passivo trabalhista de R$ 11,3 milhões, previsto no plano, já foi quitado. Para o ano que vem, deverão ser quitados outros R$ 6,4 milhões em débitos de ex-funcionários. Com outras cobranças a serem incluídas com vencimento de 2020 em diante, a estimativa é que o total em passivos trabalhistas deve ficar em R$ 10,5 milhões. Dentro do Plano de Recuperação, a categoria tem prioridade na ordem de pessoas físicas e jurídicas e serem pagas.

O juiz do processo de recuperação judicial, Rafael Milanesi Spillere, entende que o plano não vai agradar a todos, mas foi a forma mais efetiva encontrada para que o maior número de pessoas tivesse a possibilidade de resolver seu problema. Com o plano em andamento, quem tem negócios com a construtora precisa buscar orientação jurídica para definir que caminho seguir.

— O adquirente terá que escolher se vai ter interesse em rescindir o contrato, aderir a alguma associação de moradores encarregada de terminar a obra ou eventualmente esperar. Se a obra, sendo viável ou não, tiver a partilha de algum valor, caso haja venda do terreno ou o prédio não seja concluído, pode ser vendido e repartido entre os que adquiririam o empreendimento — explicou.

Desde o início da recuperação, 5,9 mil imóveis foram encaminhados, o que corresponde à conclusão de 75% do plano. Em números atualizados, foram 4,7 mil compradores atingidos fora as ações trabalhistas, e desse montante 1,3 mil ainda aguardam resolução. Autorizado pela Justiça, o proprietário Rogério Cizeski voltou a frequentar a empresa este ano. Quando encerrado o trabalho do gestor judicial Zanoni Elias, é o empresário quem volta a comandar os negócios.

— O proprietário tem por obrigação cumprir o plano. Descumprido, qualquer credor pode pedir a falência da empresa inteira. Desde abril o Rogério tem frequentado a empresa para entender o plano para dar continuidade. Eu tenho visto e posso testemunhar que ele está engajado em tentar, até porque a resolução dos empreendimentos é o sucesso dele — comentou Elias.

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