A Endossa abriu uma unidade em Florianópolis no mês de março. Situada na principal rua de comércio da cidade, a Felipe Schmidt, o local conta com 94 espaços, alguns deles ainda disponíveis para aluguel. A primeira loja colaborativa do Brasil está com o imenso desafio de ultrapassar as dificuldades impostas pela pandemia. Para se adaptar ao momento além da loja física, a franqueada Juliana Wolffenbuttel, também utiliza os canais digitais, como whatsapp e Instagram, para ajudar a vender.
Continua depois da publicidade
A primeira loja surgiu em São Paulo, em 2008, na tradicional Rua Augusta. Foi criada para dar espaço a pequenos empreendedores que geralmente ficam à margem do mercado varejista. Cresceu e, antes de chegar a Santa Catarina, já tinha outras 8 lojas em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
A loja colaborativa é um espaço compartilhado por vários produtores e suas marcas. Qualquer pessoa pode alugar uma caixa onde vai expor os produtos que quer vender. Os contratos são mensais, com valores que variam entre R$ 150 e R$ 320. O processo de venda fica por conta da Endossa, e as marcas acompanham tudo online. Não é feita curadoria, o volume de vendas é que vai determinar se a marca permanece na loja (endosso) ou dá espaço para outra. O mix de produtos reúne óculos, acessórios, roupas, papelaria, perfumaria, decoração. Vantagens para quem produz: não ter que bancar um espaço comercial, funcionários e administrar um negócio físico. Para quem compra: variedade de ofertas e possibilidade de encontrar quase tudo em um só lugar.
Colaborar nunca fez tanto sentido como no cenário atual. As micro e pequenas empresas estão entre os que mais sofrem os impactos do novo coronavírus. Segundo um levantamento do Sebrae, 600 mil fecharam as portas no Brasil desde o início da pandemia.
Continua depois da publicidade
