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    Músicos de Floripa farão protesto por estarem proibidos de exercer a profissão na Capital

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    Por Leo Coelho
    19/08/2020 - 07h00 - Atualizada em: 20/08/2020 - 09h32
    Instrumentos estão parados
    Muitos instrumentos de trabalho estão parados na Capital (Foto: Vini Rosa/divulgação)

    Na próxima terça-feira, dia 25, os músicos da Capital prometem parar o centro de Florianópolis. O ato será às 10h da manhã com concentração no Terminal Cidade de Florianópolis.

    Para muitos, ficar em casa não é mais opção dentro de um panorama em que não existe mais distanciamento social.

    Segundo o músico Vini Rosa: “Não é justo só uma classe levar a responsabilidade da pandemia nas costas. Não estamos trabalhando com capacidade reduzida como boa parte da sociedade, nós simplesmente estamos 5 meses PROIBIDOS de trabalhar!”.

    Ainda segundo Rosa, os artistas locais tentaram dialogar com o prefeito. Protocolaram carta, acionaram a imprensa, porém nada aconteceu.

    A reclamação é que a prefeitura age como se música não fosse profissão e renda fundamental de uma família.

    A classe artística é absolutamente em prol da saúde em primeiro lugar. Porém, a comunidade artística da cidade está passando por graves problemas. Há casos de depressão grave, ordem de despejo, pais que não conseguem honrar pensão alimentícia, entre outros problemas.

    A reivindicação é que uma grande parcela de profissionais da música poderia voltar a atuar com som ambiente em restaurantes, cafés, bares e afins, já que esses locais são submetidos a rígidos protocolos de segurança.

    Procurado pela coluna, o prefeito Gean Loureiro se manifestou por nota.

    Confira o que diz o texto da nota, na íntegra:

    “A Prefeitura compreende a ansiedade das categorias pelo retorno às atividades. Não só do setor musical, mas de tantos outros que tem sido comprometidos com a pandemia. É bem verdade que muitos artistas têm se utilizado de outras ferramentas, como a Live, para não ficar parado. Mas somente este modelo não viabiliza todos os profissionais. No caso específico de músicas em bares e restaurantes, há um entendimento técnico da vigilância municipal de que isso coloca em risco as pessoas no ambiente. Há dois motivos principais: o primeiro é que qualquer tipo de apresentação estimula as pessoas a ficarem por mais tempo no ambiente, geralmente sem máscara, já que estão consumindo alimentos e bebidas, e muitas vezes acompanhados por amigos que não residem no mesmo local. O outro é que por ter som, as pessoas costumam falar mais alto e, por consequência, emitir “gotículas” a uma distância maior, facilitando o contágio pelo COVID19 em caso de algum contaminado, mesmo que assintomático. É preciso destacar também que a Prefeitura, através da Fundação Cultural, abriu um edital de cultura de R$ 950 mil para projetos culturais, durante a pandemia, para apoiar a classe artística. O município também coloca à disposição os técnicos da vigilância para dirimir quaisquer dúvidas e ouvir o setor.” - Prefeitura Municipal de Florianópolis.

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